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Você já ouviu falar em FIB (Felicidade Interna Bruta)?
É a forma como o Butão, um pequeno país no sul da Ásia, mede seu desenvolvimento. Diferente do que usamos na maioria dos países do ocidente, o PIB.
Nos anos 40 foi criado o PIB (Produto Interno Bruto), uma forma de medir o desenvolvimento. Representa a soma (valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia e tem o objetivo de quantificar a atividade econômica de uma região (fonte: wikipedia).
No Butão é utilizado o FIB (Felicidade Interna Bruta), criado na década de 70, conta 9 indicadores: saúde, educação, governança política, vitalidade comunitária, preservação do meio ambiente, uso do tempo, bem-estar psicológico, padrão de vida e cultura (Fonte: Sete dias no Butão: o que aprendi sobre felicidade).
Mas o que o PIB e o FIB tem de relação com cultura?
No livro Walking the talk, A Cultura através do Exemplo, Carolyn Taylor traz o conceito de cultura como “conjunto de padrões de comportamento que são encorajados ou permitidos ao longo do tempo. É o resultado das mensagens recebidas sobre como se espera que as pessoas se comportem”. Ou seja, não importa necessariamente a Missão, Visão e Valores divulgada nos sites, redes sociais e escritas na parede. Cultura é o que fazemos no dia a dia e ela pode ou não estar alinhada ao que está escrito. Afinal, papel aceita qualquer coisa. No Butão, por exemplo, um dos indicadores de desenvolvimento é Governança Política, sabe-se que governantes eficientes, competentes e honestos geram felicidade e eles foram além.
O FIB percebeu que as pessoas são mais felizes participando e fazendo escolhas na política, então o próprio Rei – Jigme Single – democratizou o Butão, transformou o sistema político em monarquia parlamentarista com eleições para cargos executivos e legislativos. Também criou uma lei que ele ou qualquer um dos seus sucessores pudesse ser afastado por impeachment e precisa renunciar, automaticamente, ao completar 60 anos. Sendo, desta forma, o único país do mundo a democratizar sem guerra, nem pressão popular.
Exemplo de valor do que é dito e feito alinhados.
Outra dimensão do FIB é o Bom Uso do Tempo e nesta dimensão são avaliadas quantidade de horas dedicada ao sono, trabalho, socialização, cultura e lazer. Para isso a universidade Real do Butão trabalha em adaptações do FIB para o urbanismo, transformando-o em diretrizes para planejar e administrar cidades, tornando-as mais “humanas”.
Importante, nesta dimensão, fazer uma pesquisa sobre o PIB.
Uma apresentação de fevereiro de 2023 da Genial Investimentos, informa os três países com maior PIB no mundo, são eles: EUA, China e Japão. Interessante relacionar a lista do PIB com outra lista, a de países com maior nível de Burnout do mundo. Através da International Stress Management Association (Isma-BR), sabemos que este pódio é do Japão, seguido por nada mais nada menos que nós, os brasileiros!
Deixo aqui a reflexão: quantas pessoas têm ótimas condições de vida e vivem em um país com PIB alto, mas não conseguem ter condições adequadas de sono e alimentação?
Aliás, o maior país em PIB do mundo também tem a população mais obesa.
Voltando ao FIB… outro indicador importante é a preservação ambiental: 72% do solo butanês é coberto por floresta, bem mais que os 51% que são demarcados como área de proteção ambiental. A constituição do país diz que 60% do solo butanês deve permanecer coberto por florestas para sempre.
Mais uma vez este pequeno (grande) país se destacando: é o único do mundo que absorve mais do que emite gás carbônico. Curiosidade: existe um Ministro das Florestas!
Voltando ao conceito de cultura, nós, humanos, somos basicamente seres tribais, nosso modelo mental é construído para nos adaptar à nossa tribo. É uma estratégia de sobrevivência interpretar os sinais e adequar nossos comportamentos. Se não tivermos sucesso nessa adaptação, ou deixamos a tribo ou ela nos expulsará.
Nesse sentindo todos nós conseguimos observar culturas que levam as pessoas em seu máximo potencial emocional e intelectual, em que os membros colaboram entre si e obtém resultados extraordinários. Eu já tive UMA vivência neste tipo de cultura em minha vida profissional.
Também podemos observar um grupo de pessoas bem-intencionadas transformarem-se em pessoas egoístas e competitivas entre si. Os resultados falam por si mesmo.
E como fazemos essa mudança de cultura?
Simplificando (muito) o que Carolyn traz no livro (sugiro a leitura), é identificar em que ponto a organização está e para onde ela quer ir.
– identificar os comportamentos, símbolos e sistemas dessa organização:
– mudar uma quantidade significativa das fontes das mensagens;
– envolver os líderes (de alta gestão, formais ou informais) nessa transformação cultural e mudança de mensagens.
Lembrando que cultura é o que REALMENTE é valorizado, é demonstrado pelo que as pessoas FAZEM e não pelo que elas dizem. Não adianta ter em seus valores os colaboradores no centro se estes não são realmente valorizados seja financeiramente ou pelo salário emocional.
E é isso que o Butão me ensinou sobre cultura organizacional. Eles têm valores claros e fazem com que pessoas, processos e ferramentas garantam que essa cultura se perpetue.
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]]>O que você faz em 1 minuto e 18 segundos?
Prepara um café? Vai ao banheiro? Faz uma ligação?
Para Eliud Kipchoge significou fazer história, o recorde mundial da maratona.
Em uma corrida preparada para este objetivo e o único adversário era o relógio e ele mesmo.
Afinal, na maioria das vezes, nós somos nosso maior rival.
Kipchoge fez a maratona – 42.195 km – em 1 hora, 59 min e 40 segundos.
“Quando corremos juntos, podemos tornar o mundo mais bonito. Podemos fazer deste mundo um mundo bonito e pacífico”.
Ele deixa claro que sua intenção vai além do atletismo.
Sua fala lembra Simon Sinek e o Círculo do Ouro. Caso ainda não tenha assistido seu TED, recomendo: Como grandes líderes inspiram ação. Resumidamente, explica que as pessoas devem entender o porquê de fazerem as coisas.
Por que você levanta todos os dias?
Fico admirada por ver pessoas “normais”, que têm família, filhos, casa, profissões e empresas para cuidar e desenvolver, resolverem fazer a TTT (Travessia Torres Tramandaí) solo. Ou fazer 5, 10, 15, 25, 50 km…. correndo?
Por que decidem fazer uma prova de aventura de 5 dias?
Por que resolvem ser atletas de triatlo?
Por que participar de provas de bicicleta, passando 1, 2 ou 3 dias subindo montanhas e se desafiando em trilhas?
Não importa o tamanho do desafio.
Quem decide se colocar “à prova” sabe. É muito mais que corrida ou a bicicleta.
São as pessoas que você conhece e convive no processo, o aprendizado em cada km, os perrengues que acontecem no caminho e, depois que passam, são as maiores lições (quando não ótimas histórias e piadas).
A gente aprende que vamos além e que os limites estão dentro de nós.
Eu acredito que o esporte ensina as melhores lições para a vida.
#somostodosKipchoge
“Não pergunte do que o mundo precisa. Pergunte o que você faz para se sentir vivo. Porque o que o mundo mais precisa é de pessoas que se sintam vivas”. Howard Thurmann
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