foxiz-core domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home2/fcincoho/clubefy/wp-includes/functions.php on line 6131O post Superando limites: o que podemos aprender com a prática esportiva acima dos 80 anos apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>A prática esportiva é frequentemente associada à juventude e ao vigor físico, mas um movimento crescente está desafiando esses paradigmas. Atletas com mais de 80 anos, uma faixa etária que muitos considerariam incompatível com a prática esportiva competitiva, estão provando que é possível aliar longevidade, saúde e alta performance.
Esse fenômeno ganhou um capítulo histórico recentemente, durante o Campeonato Brasileiro de Basquete Master em Caxias do Sul. A estreia da categoria 85+ foi um marco emocionante. A partida, realizada na Arena Recreio, do Clube Recreio da Juventude, contou com a presença de 14 atletas de diferentes estados do Brasil, todos com mais de 85 anos de idade. O jogo não apenas celebrou o esporte, mas também simbolizou superação, respeito e a força de vontade dos participantes.
O esporte na terceira idade vai muito além do condicionamento físico; ele promove interação social, bem-estar emocional e uma melhor qualidade de vida. Estudos indicam que a prática regular de esportes em idades avançadas reduz riscos de doenças crônicas, melhora o equilíbrio e a mobilidade, e até contribui para a saúde mental, retardando processos de perda cognitiva.
Ritmo, estratégia e trabalho em equipe são habilidades cruciais em esportes como o basquete e servem como uma forma de manter o cérebro ativo e resiliente. A partida na categoria 85+ foi um verdadeiro espetáculo de superação. Mais do que um evento esportivo, ela se tornou um símbolo de que nunca é tarde para se desafiar. Entre passes, arremessos e defesas, os atletas mostraram que a paixão pelo esporte não tem idade. Como telespectadora foi emocionante ver a determinação e a alegria deles em quadra. Cada ponto marcado era uma vitória pessoal e coletiva, um exemplo de que o esporte transcende limitações físicas e temporais.
Histórias como essa, e como tantas outras, têm o poder de inspirar. Elas mostram que o esporte é uma linguagem universal, capaz de conectar gerações e culturas. Para os mais jovens, esses atletas são lembretes vivos de que a longevidade ativa é possível. Para os mais velhos, eles são a prova de que nunca é tarde para começar — ou continuar — um caminho no esporte.
Momentos como esse, são um convite à reflexão sobre como encaramos a idade e o envelhecimento. A prática esportiva na terceira idade não é apenas uma atividade; é um manifesto pela vida, pela saúde e pelo direito de continuar sonhando, competindo e vencendo, dentro e fora das quadras. Que o exemplo desses atletas seja uma inspiração para todos nós: que possamos viver a vida com a intensidade de um jogo bem disputado, sempre em busca de superação.
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]]>O post O canto como atividade terapêutica apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Uma forma de arte muito agradável e uma poderosa ferramenta para melhorar o bem-estar geral e a qualidade de vida. Assim é o canto, uma atividade que promove uma série de benefícios físicos, emocionais e mentais.
O canto geralmente é associado com a expressão de emoções. Quem está triste pode representar a sua infelicidade por meio de uma canção melancólica, baixinha. Da mesma forma, quem está alegre pode representar o seu êxtase, cantando espontaneamente uma canção alegre, animada e no mais alto volume que conseguir. Mas muito mais do que expressar emoções ou sentimentos, o ato de cantar ativa processos fisiológicos que podem promover o bem-estar e a cura.
Há estudos que indicam que o canto estimula a produção de hormônios como a dopamina e a oxitocina, responsáveis pela sensação de felicidade. Essas substâncias ajudam a combater sintomas de depressão e ansiedade, promovendo uma sensação geral de bem-estar.
O professor Guilherme Varela Moterle, cantor com nove anos de experiência no ensino do canto e atuação em coros, já confirmou essa teoria na prática. Ele revela que teve alunos com ansiedade, problemas de falta de atenção e depressão e que o canto ajudou no processo de cura.
“O canto não desenvolve apenas a música e a própria voz. Ele desenvolve também questões pessoais, como a autossegurança, o medo de encarar o público, a autoconfiança, a disciplina. É uma atividade educativa e terapêutica”, explica.
Nas aulas de canto, os alunos desenvolvem a parte da percepção musical, com exercícios de escuta, e da técnica vocal, com exercícios vocais cantados e de respiração. Todos os alunos poderão seguir carreira como cantores profissionais, mas nem sempre é esse o objetivo que eles buscam atingir quando buscam uma aula de canto.
“Alguns querem praticar para conhecer a própria voz, ou cantar para se divertir apenas, pelo prazer de cantar”, explica Guilherme.
Fisicamente, o ato de cantar melhora a respiração e a postura, fortalece os músculos da face e da garganta e pode até contribuir para o aumento da capacidade pulmonar. Além disso, a vibração gerada pela voz tem um efeito calmante sobre o sistema nervoso, o que contribui para a redução do estresse e da tensão corporal.
Há também os benefícios sociais. Participar de atividades de canto em grupo, por exemplo, pode promover uma revigorante sensação de pertencimento e interação social e criar um forte senso de comunidade, ajudando as pessoas a se sentirem conectadas umas com as outras.
Enfim, o canto pode desempenhar um papel importante em um processo de autocuidado e cura, envolvendo o corpo, a mente e as emoções.
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]]>O post Pratique esportes e trabalhe melhor apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Há quem defenda que os esportes praticados devem ser incluídos no currículo profissional. O entendimento é que os “colaboradores atletas” são mais disciplinados e persistentes, além de terem melhor saúde física e mental, e isso pode ser um diferencial e contar pontos importantes nos processos seletivos. De fato, o esporte desempenha um papel crucial na melhora do desempenho no trabalho, de várias maneiras.
A prática regular de atividades físicas fortalece o corpo e a mente. Há aumento dos níveis de energia e redução do estresse, o que pode resultar em maior capacidade de concentração e foco durante os horários de trabalho. Como atua diretamente na prevenção de doenças, o esporte também é um importante fator para garantir a produtividade e a disposição, e reduzir as faltas e afastamentos por problemas de saúde.
Colaboradores de todos os níveis hierárquicos podem ainda adotar e aplicar os valores e atributos do esporte na vida corporativa. A disciplina necessária, por exemplo, para manter a rotina esportiva irá refletir nas habilidades essenciais para uma rotina de trabalho eficiente; a mesma gestão de tempo, persistência e equilíbrio exigidos para o esporte são igualmente importantes no ambiente profissional, e se traduzem em mais oportunidades e objetivos atingidos. Da mesma forma, as derrotas, falhas e erros cometidos no esporte, se refletem em flexibilidade, resiliência e determinação para o trabalho.
Confira o relato de profissionais atletas que mantêm uma rotina de treinos e sentem os reflexos disso na sua qualidade de vida e na produtividade no trabalho:

“O exercício físico leva para o trabalho uma qualidade extraordinária de vida”
O auxiliar de higienização Carlos Augusto Leite de Oliveira descobriu a corrida de rua e a maratona há pelo menos 18 anos. Antes praticante de futebol, ele nunca abandonou as atividades físicas e sempre teve consciência da importância delas para a qualidade de vida das pessoas.
Atualmente, a sua rotina de treinos inclui 10 km de corrida duas vezes por semana. Nos próximos dias, os treinamentos devem se intensificar, visando a participação na Meia Maratona de Porto Alegre, no fim de setembro. No ano passado, ele foi o campeão na categoria Masculino 70+ da Meia Maratona de Caxias do Sul.
Seu Carlos qualifica o exercício físico como “milagre” e “remédio para a vida”. E com facilidade, ele lista os motivos para tanto: o esporte promove mais qualidade de sono, menos cansaço, melhora o preparo físico e mental, exige alimentação controlada e repouso, inibe o consumo de álcool; deixa as pessoas menos angustiadas e mais animadas; e faz com que elas cheguem no trabalho mais tranquilas e otimistas.
“O exercício inibe coisas ruins na vida e leva para o trabalho uma qualidade extraordinária de vida. Melhora tudo. Eu faço o exercício de manhã, trabalho oito horas e chego em casa na boa, como se não tivesse trabalhado, sem problemas e com bom humor. O exercício rotineiro deixa a pessoa com bom humor. Isso é útil para a vida, para a família e para o trabalho”, ensina.

“Eu aconselho a prática de atividade física para todo mundo”
Quem conhece o supervisor de Portaria Leandro Flores não imagina que em algum momento da sua vida ele se considerou “depressivo”. Mas isso foi antes do esporte. Sempre animado, falante e com uma piada pronta para engatar uma conversa, ele credita à prática de atividades físicas a mudança em seu estado mental e na sua disposição para a vida e para o trabalho.
Há 10 anos treinando em academias, começou a competir pela modalidade de powerlifting, ou levantamento de peso, há um ano e meio. Sua rotina de treinos é de 1h a 1h30min por dia, de segunda a sexta. Em épocas de competição, ele amplia a carga horária e estende as atividades para os sábados também. No ano passado, Leandro foi campeão brasileiro de powerlifting GPA/IPO ao levantar 260 Kg, o novo recorde brasileiro.
Antes de iniciar a sua rotina de treinos e musculação, Leandro diz que se sentia ofegante após uma simples caminhada. Hoje, nem pensa em parar, tamanha a diferença que percebeu em sua qualidade de vida e na disposição para o trabalho.
“O esporte interfere muito na minha rotina de trabalho, positivamente. Eu chego com o astral lá em cima, com bastante disposição para fazer o que precisa.”
A prática de atividade física é o primeiro conselho que dá para todos com quem convive, ressaltando sempre os benefícios que ela trará a longo prazo também.
“Eu aconselho atividade física para todo mundo, para ver a mudança na qualidade de vida. Com certeza fará a diferença quando a pessoa tiver mais idade. É essencial para a nossa vida. Se todo mundo tirasse um tempo para si, para fazer uma atividade física, nós teríamos um outro mundo hoje, bem melhor.”

“O esporte me ajuda a ter foco, disciplina e resiliência”
Um dos maiores desafios profissionais da vida da supervisora de DHO Luciana Barro aconteceu em meio ao ciclo de preparação para uma maratona. A rotina de treinos para a prova acabou desempenhando também um papel fundamental para que ela lidasse com o estresse e a pressão do momento no trabalho, impactando no seu processo de aprendizado, inteligência emocional e resiliência.
Luciana nunca foi uma pessoa sedentária. Quando criança, fez ballet e natação; na adolescência, basquete e academia. Agora, na vida adulta, optou por três modalidades: corrida, bicicleta e natação. A rotina de treinos é intensa: de duas a três vezes por semana, duas vezes por dia. Aos fins de semana, são mais de 20 quilômetros de corrida e de 40 a 60 km de bicicleta.
Ao longo do tempo como atleta, acabou assimilando as lições sobre a vida ensinadas pelo esporte, e tudo o que ele pode fazer pelo seu dia a dia como profissional.
“O esporte me ajuda a ter foco, disciplina, resiliência e a entender a importância de cada tijolo para a construção da casa. Valorizo a jornada. Ser esportista é um estilo de vida e com ele vem o cuidado com a alimentação, com o consumo de álcool e a convivência com pessoas praticantes de esporte. Tenho muito mais energia e adoeço muito menos.”
Benefícios da atividade física regular
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]]>O post Boates: ícones de expressão cultural e social dos anos 80 e 90 apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Boate era onde as coisas aconteciam. Nos anos 80 e 90, as noites nesses espaços eram pródigas em música, dança, glamour e extravagância. Mas muito mais que espaços para dançar, as boates eram verdadeiros ícones de expressão cultural: elas refletiam com força as mudanças sociais e culturais de cada década.
As discotecas surgiram nos anos 70, com a explosão global da música disco, um fenômeno pulsante – meteórico, mas marcante – em todo o mundo. Logo na década seguinte, o disco sofreu um declínio e teve início uma nova fase para as discotecas. Elas emergiram como locais que ofereciam uma experiência de entretenimento que misturava as novas tendências musicais, a evolução tecnológica e as mudanças comportamentais.
Foi na década de 80 que o disco começou a dividir espaço com novos estilos musicais e estéticas visuais. Os anos 80 foram marcados pelo New Wave, do Synthpop e do Rock, com o domínio das pistas por Madonna, Michael Jackson. Depeche Mode e Duran Duran. Os DJs assumiram um papel central para o entretenimento, manipulando músicas e criando remixes exclusivos que mantinham o público em movimento por horas.
Na moda, o estilo exagerado marcou a época: o destaque eram os cabelos volumosos, a maquiagem colorida e roupas com ombreiras marcantes. Os sistemas de som e iluminação se modernizaram com as novas tecnologias e começaram a fazer a diferença para a imersão e o dinamismo dos ambientes. Lasers e efeitos visuais sincronizados com as músicas começaram a ser utilizados, criando atmosferas únicas e envolventes.

As boates dos anos 80 também se consolidaram como espaços de diversidade e inclusão. O público LGBT encontrou ali um refúgio para expressar suas identidades e celebrar suas vidas.
Já os anos 90 foram marcados pela ascensão da música eletrônica nas boates. Gêneros como House, Techno, Trance e Drum and Bass começaram a dominar as pistas e deram origem à cultura rave. A moda refletia uma mistura de influências grunge, rave e streetwear. O neon, as roupas largas e os acessórios fluorescentes contrastavam com uma estética mais minimalista e casual que começava a ganhar força.
Nos anos 90, as boates também se tornaram mais globais, com a música eletrônica se espalhando pelo mundo e criando uma cena noturna interconectada entre os principais centros, como Londres, Berlim e Nova York.
Historicamente, as boates não foram apenas lugares de entretenimento, elas redefiniram as experiências de cada nova geração e deixaram um legado de cultura pop. Eram espaços de experiências, onde novas tendências eram criadas e experimentadas. Sem dúvida, as boates são uma marca perene na cultura noturna. Elas continuam a ser celebradas e serão sempre lembradas como símbolos de uma era de liberdade criativa e celebração da vida noturna.
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]]>O post Aprendizagem ativa: um novo modelo para a educação apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O mundo tem evoluído em diversos setores em proporções difíceis de acompanhar. Todos os dias, novas descobertas são feitas e novas técnicas são criadas. Falando de educação, o cenário não poderia ser diferente. Os modelos tradicionais já não acompanham mais o mundo tecnológico em que as crianças estão sendo inseridas desde bebês. O tradicional se tornou ultrapassado e, frente a isso, novos formatos estão surgindo. Podemos citar a aprendizagem ativa com um deles.
A aprendizagem ativa está se consolidando como uma abordagem pedagógica eficaz, especialmente benéfica para o desenvolvimento integral das crianças. Este método coloca os alunos no centro do processo educativo, promovendo a participação, a curiosidade e a autonomia. A aprendizagem ativa na educação é uma abordagem pedagógica que envolve os alunos de forma direta e participativa no processo de aprendizado. Ao contrário do modelo tradicional, onde os estudantes assumem um papel passivo e apenas recebem informações, a aprendizagem ativa incentiva a interação, a discussão, a resolução de problemas e a aplicação prática dos conhecimentos. Alinhada com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essa abordagem é fundamental para desenvolver competências essenciais, como o pensamento crítico, a colaboração e a resolução de problemas, preparando os alunos para enfrentar desafios do mundo real de maneira mais eficaz.
Contudo, a implantação da aprendizagem ativa enfrenta desafios. A transição do ensino tradicional para essa metodologia exige uma reestruturação do planejamento curricular e das práticas pedagógicas. Além disso, é necessário investir em recursos adequados e na infraestrutura escolar. A resistência de alguns docentes, habituados a métodos tradicionais, também pode ser um obstáculo (Ferreira, 2021).
Preparar os docentes para a prática da aprendizagem ativa é crucial. A formação continuada é essencial, oferecendo oportunidades de atualização e desenvolvimento profissional. Cursos de capacitação, oficinas práticas e comunidades de aprendizagem entre professores são estratégias eficazes. A criação de uma cultura escolar que valorize a experimentação e o aprendizado colaborativo é fundamental para o sucesso dessa abordagem (Oliveira, 2022).
Ao investir na aprendizagem ativa, os pais e as escolas contribuem para uma educação mais significativa e alinhada com as demandas contemporâneas. Ela prepara os alunos para um mundo em constante mudança, desenvolvendo habilidades de pensamento crítico, resolução de problemas e adaptabilidade. Valorizada pelo mercado de trabalho atual, essa abordagem promove competências como colaboração e comunicação. Além disso, ela atende a diferentes estilos de aprendizagem, promovendo inclusão e equidade. A aprendizagem ativa mantém os estudantes engajados e motivados, o que é essencial para um aprendizado eficaz, e desenvolve habilidades metacognitivas, tornando-os aprendizes autônomos e eficazes ao longo da vida. Em suma, ela é vital para enfrentar os desafios do século XXI e promover uma educação de qualidade.
Referências
Ferreira, M. (2021). Desafios na implementação da aprendizagem ativa. Revista Pedagógica, 15(3), 45-58.
Oliveira, A. (2022). Formação continuada para docentes na aprendizagem ativa. Educação em Foco, 18(1), 32-47.
Silva, J. (2020). Impacto dos projetos interdisciplinares no ensino de ciências. Ciência e Educação, 22(4), 123-137.
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]]>O post Os pais têm um papel fundamental na formação dos atletas apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Muito mais do que fiéis e apaixonados torcedores com presença constante em todas as arquibancadas, os pais desempenham um papel fundamental na formação e desenvolvimento dos atletas. Ao lado dos técnicos, eles fazem parte da rede de apoio dos jovens campeões e são responsáveis por aspectos fundamentais da sua jornada até o pódio. A influência dos pais na construção de um atleta foi tema de um encontro que reuniu pais e atletas do tênis do Recreio da Juventude, no dia 26 de junho. O bate-papo foi mediado pelo atleta olímpico e duplista de tênis Marcelo Demoliner e seu pai, Juliano Demoliner.
Com a experiência de quem acompanha a carreira do filho desde o início, na infância, nos primeiros treinamentos nas quadras do RJ, Juliano apresentou alguns aspectos da relação pais e filhos e como a forma de agir dos pais pode influenciar (ou atrapalhar) na formação dos atletas. Ele destacou os principais aspectos que envolvem a formação de um atleta: físico, cognitivo, emocional e espiritual; e como os pais atuam como líderes e responsáveis por essa formação.
Entre as maneiras de agir, ele destacou a importância da comunicação não violenta com as crianças. O conceito de comunicação não violenta está relacionado a uma forma de se relacionar e de superar os desafios que surgem nas relações, causados pela maneira que nos comunicamos, a partir de quatro componentes: observação, sentimentos, necessidades e pedidos.
“Do contrário, a criança vai obedecer e ouvir, mas vai acumulando, até chegar o momento em que ela vai explodir e isso não é bom”, ensina.
Quando se trata da prática esportiva, em que a relação vitórias e derrotas nem sempre é satisfatória, Juliano destacou a importância dos pais ensinarem os filhos a lidarem com as frustrações. Segundo ele, cada criança irá reagir de uma forma a uma derrota e é imprescindível que os pais respeitem o indivíduo e tenham sensibilidade para escolher as palavras certas na hora da conversa pós-derrota.
“O acolhimento dos pais é importantíssimo e influencia diretamente na motivação dos atletas para o dia seguinte, para o próximo jogo”, afirma.
Outro ponto a ser observado pelos pais, destacado por Juliano, é com relação à pressão depositada sobre os filhos, pelo rendimento, pelos resultados e pelas vitórias. O ideal, segundo ele, é não haver pressão nenhuma ou, se houver, que seja de forma controlada e que funcione como um incentivo.
“Não transfiram os sonhos de vocês para os filhos, não joguem essa responsabilidade sobre eles, de conseguir o que vocês não conseguiram. Isso é um erro fatal, capaz de fazer perder um talento e um potencial atleta do futuro, que poderia ser um grande desportista”, ensinou.
Apoio familiar que teve resultado nas quadras

Marcelo Demoliner acompanhou o pai no bate-papo no clube e destacou o incentivo e apoio que sempre recebeu da família. Com carinho, lembrou uma frase de incentivo que o pai sempre repetiu: “o conhecimento ninguém te tira”, como forma de ensiná-lo sobre a importância de se dedicar aos treinamentos e buscar o aperfeiçoamento constante.
Sem dúvida, o resultado do cuidado e atenção vindos da família apareceu nas quadras. Demoliner é um dos principais nomes do tênis brasileiro. Ele iniciou na modalidade no Recreio da Juventude. Aos 14 anos, deixou o clube para seguir na carreira internacional.

O tenista chegou ao 35º lugar do ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), conquistando cinco títulos no circuito internacional, disputando 11 finais, sendo semifinalista nas duplas mistas dos grand slans – Australian Open e Wimbledon, na Inglaterra. Em 2021, o atleta formou a dupla número 1 do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Em 2023, o tenista voltou a ser federado pelo Recreio da Juventude e passou a utiliza a marca do clube em seus uniformes.
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]]>O post Para a Geração Alpha, mais natureza e contato humano e menos telas apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Famílias e educadores estão enfrentando um novo desafio: compreender a primeira geração nascida totalmente no século XXI, entre 2010 e 2025, e que ao nascer já está exposta aos fenômenos cotidianos da era digital, tão inerentes aos indivíduos contemporâneos. Mas uma das certezas sobre a chamada Geração Alpha é a necessidade de reinvenção da educação.
Os Alpha são caracterizados pelas habilidades tecnológicas avançadas. Eles são considerados mais evoluídos e inteligentes, mas também são reconhecidos pelas dificuldades de aprendizagem, de atenção e de socialização, causados, essencialmente, pelo excesso de telas. Em meio à grande quantidade de informações a que são expostas, é comum essas crianças e adolescentes questionarem o papel da escola. Como têm a informação a um clique, ao alcance da mão, eles não veem sentido em ir para a escola.
Em contraponto a isso, a pedagoga Simone Selbach, com 37 anos de experiência como professora e coordenadora pedagógica, aponta a escola como o espaço da conexão, de dar sentido a todo o conhecimento apreendido e de atuar como filtro para esse grande fluxo de informações. Para que isso aconteça, ela entende que os alunos precisam sair da sala de aula, praticar atividades físicas, ter contato com a natureza e novas experiências, voltarem a brincar e voltarem a ser crianças.
“Não dá para ficar somente no aprendizado dos livros, temos que entender os conceitos e vivê-los. Os alunos precisam explorar o mundo e movimentar o corpo. A escola precisa ser um grande projeto de pesquisa, que explore múltiplas linguagens”, defende.
Em paralelo, as escolas precisam oferecer espaços para o desenvolvimento emocional dos seus alunos. De acordo com a psicóloga Mariana Selbach Castilhos, a Geração Alpha é hiperdigitalizada, mas pouco social. É necessário e importante garantir um processo humanizador ao desenvolvimento dessas crianças e adolescentes.
“O que eu sinto? Como eu ajo? Como eu lido com minhas dores, medos e tristezas? A escola precisa ter um espaço para trabalhar isso nos alunos”, afirma Mariana.
Quanto às telas, o recomendado é mantê-los o mais longe possível de televisão, celulares, tablets, smartphones e computadores. Essa é uma das orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) relacionadas ao desenvolvimento em saúde das crianças.
“Dos 0 aos 2 anos, o ideal é não expormos as crianças às telas. Via de regra, o olho e o cérebro dessa criança não estão preparados para o excesso de informação desses dispositivos”, explica Mariana. Segundo ela, o ideal, se for realmente necessária a exposição às telas, que seja feita por período curtos, em momentos diferentes, intercalados ao longo do dia, e sempre sob supervisão de um adulto, que monitore tudo o que a criança estiver vendo e com quem ela estiver interagindo.
Aos pais, cabe a tarefa de estarem presentes e incentivarem os três A’s do desenvolvimento infantil: da autonomia, do “eu consigo fazer”; da autoria, do “eu consegui fazer, do eu que fiz”; da autoestima, “eu sei fazer, eu não preciso que você faça por mim”. Deixá-las fazer, do jeito delas, pequenas tarefas de casa, é uma boa forma de colocar isso em prática. Assim, os adultos estão dizendo para a criança que confiam nela, e se um adulto confia nela, a tendência é que elas confiem em si próprias também. Por consequência, teremos adolescentes fortalecidos para evitar abusos e repelir comportamentos inadequados que venham a sofrer, por exemplo.
“O maior presente que se dá para alguém é a presença. As crianças precisam de um lar saudável, que as respeitem e validem, e em que haja qualidade no relacionamento familiar. Elas precisam se sentirem amadas para crescerem. As crianças precisam confiar nos adultos”, afirma Simone.
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]]>O post Lazer e encantamento preservam a saúde mental apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Dar uma pausa em tudo o que fazemos para um momento de repouso, descanso, ou simplesmente o dolce far niente nos permite escapar da rotina maçante e do excesso de atividades e de informações de cada dia. O lazer é uma válvula de escape muito poderosa para garantir uma vida mais plena e tranquila. Ele está intimamente ligado ao conceito de encantamento e os dois juntos, lazer e encantamento, atuam diretamente para a preservação da saúde mental.
De acordo com os cientistas, o encantamento é a sensação de arrebatamento que sentimos quando nos deparamos com algo tão poderoso que é difícil de explicar. É um estado de atenção plena e apreciação pelas pequenas maravilhas da vida que, geralmente, passam despercebidas. Na saúde mental, o conceito de encantamento se refere à capacidade de encontrar beleza, maravilha e admiração no cotidiano, influenciando positivamente o bem-estar psicológico e emocional. Essa aptidão ajuda a combater a apatia e a indiferença, frequentemente associadas à depressão e à ansiedade.
Os momentos de lazer são as oportunidades ideais para experimentar o encantamento que, por sua vez, enriquecem e intensificam as experiências desses instantes de folga, repouso e distração. As práticas para cultivar o encantamento são simples e, basicamente, requerem apenas uns instantes de dedicação.
Passar um tempo em meio à natureza e observar suas maravilhas pode ser uma fonte poderosa de encantamento, que promove uma sensação de paz e admiração. Vale uma caminhada pelas áreas verdes do clube, colocar o pé na grama, respirar o ar puro com cheiro de verde e de terra, passear por um jardim e observar o leve bater de asas das borboletas ou se concentrar no canto dos pássaros.
O encantamento também está ligado às práticas artísticas. Pintura, desenho, canto ou tocar um instrumento musical podem ajudar a expressar e cultivar sentimentos de encantamento e admiração, além de inspirar e maravilhar. A prática dessas atividades também é capaz de promover um importante e significativo sentimento de satisfação e realização pelas obras executadas. A relação encantamento e arte inclui ainda visitas a museus e exposições, para descobrir um novo viés da história ou admirar o novo jeito de ver o mundo de um jovem artista.
Pesquisas científicas já comprovaram que o encantamento reduz a ansiedade, o estresse e a depressão. Variar as experiências de encantamento é ainda mais benéfico. Elas são bem pessoais e podem ser um dos métodos mais rápidos e poderosos de crescimento e mudança pessoal. As experiências de encantamento desaceleram a percepção do tempo das pessoas. Isso faz com que elas foquem nos momentos presentes, o que torna tudo ainda mais rico.
Cultivar a relação entre momentos de lazer e encantamento leva as pessoas a uma vida mais plena, equilibrada e repleta de momentos significativos. O encantamento é uma ferramenta valiosa na promoção da saúde mental, oferecendo uma abordagem rica e significativa para a vida cotidiana. Adotar o encantamento é, portanto, não apenas uma forma de viver mais plenamente, mas também um caminho para uma saúde mental mais equilibrada e positiva.
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]]>O post Crianças gostam de experiências e diversão, não de telas apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Atualmente, para a maioria das crianças, a diversão está associada ao uso telas. Esse interesse, tem causado uma apreensão comum entre pais, educadores e profissionais da saúde, pois a permanência em frente aos dispositivos eletrônicos tem se estendido cada vez mais.
“Equilibrar as horas de jogos on-line com atividades esportivas, brincadeiras, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza é garantir insumos para o crescimento e desenvolvimento com afeto e alegria” (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2016, p. 03).
Essa tecnologia oferece muitos benefícios educacionais e entretenimento, porém nota-se que há um consenso crescente de que experiências práticas e interativas são mais valiosas para o desenvolvimento infantil.
De acordo com Larossa (2002), “A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca.” A experiência é composta pelos acontecimentos que vivemos e que nos afetam de maneira significativa, moldando nossas percepções, sentimentos e compreensão de mundo. Vivências como brincar ao ar livre, participar de jogos criativos, realizar experimentos científicos, explorar a natureza e engajar-se em atividades artísticas são essenciais para o desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo das crianças.
Essas atividades promovem habilidades motoras, criatividade, resolução de problemas, cooperação e empatia, algo que o tempo excessivo diante de telas não proporciona de forma tão rica.
Incentivar atividades diversificadas pode ajudar as crianças a desenvolverem uma gama mais ampla de habilidades e a terem experiências mais significativas. Para isso, é importante encontrar um equilíbrio saudável que permita as crianças a desfrutarem dos benefícios da tecnologia, sem a perda das oportunidades de aprendizado e diversão.
Referências
LARROSA, Jorge Bondía (2002) – Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Espanha. Disponível em: Jorge_Larrosa_1_.pdf (usp.br).
Sociedade Brasileira de Pediatria. Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital. Manual de Orientação. Departamento de Adolescência. no.1, outubro de 2016. 13p. Disponível em: 19166d-MOrient-Saude-Crian-e-Adolesc.pdf (sbp.com.br).
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]]>O post O livro literário como museu para as crianças e adultos apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Sabemos que as crianças são curiosas, questionadoras, constantemente estão observando e levantando questões sobre o funcionamento do mundo. Como nós adultos, elas se constituem na e pela experiência.
Assim, é fundamental que os espaços educativos em que as crianças estão imersas, ofereçam-lhes as melhores situações cotidianas e proporcionem experiências humanizadoras, culturais e estéticas.
Quanto maior for o seu repertório de boas referências, maior será a sua capacidade de criar, de refletir, de ser crítica, humana e de intervir de modo positivo no mundo.
Assim, é significativo que a criança (e o adulto também!) tenha acesso à literatura de qualidade, pois ela proporciona a aproximação com diferentes mundos e culturas, com a diversidade, com formas distintas de pensar e agir, com possíveis maneiras de resolver problemas do cotidiano, com diversas linguagens e com diferentes emoções.
Ouvir histórias e manipular o objeto livro contribui para ampliação do repertório de imagens, de traços, cores, materiais, materialidades, da cultura do escrito, de vocabulário levando à ampliação da leitura de mundo para além do que está escrito.
Nesse contexto, os responsáveis pela formação das crianças desempenham o importante papel de ajudá-las a se aproximar da obra literária, emprestando a sua voz e os seus gestos para que elas tenham contato com o texto escrito, através da história lida, e para que possam aprofundar a forma de olhar e analisar as imagens – suas cores, detalhes, materiais utilizados.
Observar ainda o diálogo entre o texto escrito e as imagens, através da mediação de um adulto ou de outra criança, favorece às meninas e aos meninos a possibilidade de ampliação do olhar, das experiências, da análise e maior compreensão de mundo, da estruturação da fala e expansão de vocabulário.
Que todos tenham um olhar zeloso quanto à curadoria dos livros, cuidando para que realmente contemplem textos e imagens de qualidade, bem como projetos gráficos ricos de possibilidades, fugindo de textos e imagens que reforcem estereotipias, o que certamente contribuirá para que a criança evolua também em relação à sua forma gráfica de representação do mundo (desenhos), que desenvolva ainda mais sua comunicação verbal e não verbal, além da criatividade, do senso estético, ético e crítico.
Obras literárias de qualidade são pequenos museus que favorecem ricas experiências estéticas e explorá-las junto com as crianças abre portas para novos encontros, trocas, pensamentos e afetividades.
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular.
BONDIA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro , n. 19, p. 20-28, abr. 2002 . Disponível em <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782002000100003&lng=es&nrm=iso>. acesso em 24 set 2023
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: ___. Vários Escritos. 5 ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul/ São Paulo: Duas Cidades, 2011.
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