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]]>Nos dias que antecederam o seu aniversário de seis anos, Giulia Taufer Panigaz começou a sentir mais sede que o normal, a ter mal-estar e crises de vômito. Já no hospital e após uma semana de UTI em observação, veio a confirmação do diagnóstico de diabetes tipo 1. Hoje, aos oito anos, a pequena tem uma rotina adaptada à doença e encontrou no esporte uma maneira de superar os sintomas e a levar uma rotina mais leve e saudável.
Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. O tipo 1, como o de Giulia, é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca células e impede a liberação da insulina para o corpo. Assim, a glicose fica no sangue, ao invés de ser usada como energia.
O tratamento é com insulina, medicamentos, alimentação planejada e a prática de atividades físicas. Giulia praticava ginástica artística quando descobriu a doença. Ao longo desses dois anos convivendo com a diabetes, a família buscou incentivá-la a descobrir outras modalidades. Depois da ginástica artística e da natação, é ao vôlei que a pequena está se dedicando agora. Ela pratica a modalidade duas vezes por semana, com bons resultados no controle da doença.
“Nos dias que ela pratica, percebemos que a glicemia – taxa de glicose no sangue – fica muito mais estável. Nos dias que ela não tem esporte, afeta bastante e a glicemia muda drasticamente. O esporte ajuda a reduzir a glicemia, o que é bom porque ela consegue comer sem uma dosagem tão alta de insulina. Quantos menos precisar, melhor”, afirma a mãe, Cristiane Taufer.

De acordo com ela, é importante escolher uma atividade que a criança goste e tenha prazer em praticar, para garantir a incorporação à rotina de forma mais fácil.
Biologicamente falando, a prática de atividades físicas atua diretamente na redução da resistência à insulina e na melhora da glicemia. Durante a contração dos exercícios, os músculos produzem substâncias que agem nos próprios músculos e em vários órgãos. Essas substâncias transformam as gorduras em geradores de energia, reduzem a resistência à insulina, melhoram a taxa de glicose no sangue e reduzem o apetite.
De acordo com a endocrinologista Priscila Nobre Dantas Mattje, a prática de atividades físicas por pessoas com diabetes diminui o risco das complicações da doença e comorbidades que podem acompanhá-la. Segundo ela, é recomendado que adultos façam, pelo menos, 150 minutos de exercícios físicos por semana, divididos em três dias consecutivos; e crianças, 60 minutos por dia.
“Não é interessante ser ‘atleta de fim de semana’, até pelo risco de lesão. A princípio qualquer atividade pode ser feita, a não ser que o indivíduo esteja com diabetes descompensada, tenha retinopatia e daí o exercício intenso pode piorá-la, ou tenha alguma doença osteoarticular ou cardíaca. Cada caso deve ser avaliado”, explica a médica.
Ela recomenda mesclar os exercícios aeróbicos, como caminhada, bicicleta, natação e futebol, com os anaeróbicos, como musculação, yoga e pilates. “Se a pessoa precisa de insulina, é importante seguir as recomendações do seu médico e do seu nutricionista, quanto aos horários das atividades, alimentação e doses de insulina”, completa a dra. Priscila.
Pratique atividades físicas
Recomendações de exercícios físicos para pessoas com diabetes da Associação Americana de Diabetes (ADA):
Dia Mundial da Diabetes
O Dia Mundial da Diabetes é comemorado desde 1991, em 14 de novembro. A data é o aniversário de Sir Frederick Banting, co-descobridor da insulina, juntamente com Charles Best.
Grupo Gotas de Vida
Em Caxias do Sul há um grupo de pais, familiares, responsáveis e pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), o Gotas de vida. O grupo foi criado para o compartilhamento de informações e para a busca de melhorias no tratamento, com foco em qualidade de vida, independência, inclusão e liberdade. O contato pode ser feito pelo Instagram @gotas_de_vida_dm1.
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