foxiz-core domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home2/fcincoho/clubefy/wp-includes/functions.php on line 6170O post Aprendizagem ativa: um novo modelo para a educação apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O mundo tem evoluído em diversos setores em proporções difíceis de acompanhar. Todos os dias, novas descobertas são feitas e novas técnicas são criadas. Falando de educação, o cenário não poderia ser diferente. Os modelos tradicionais já não acompanham mais o mundo tecnológico em que as crianças estão sendo inseridas desde bebês. O tradicional se tornou ultrapassado e, frente a isso, novos formatos estão surgindo. Podemos citar a aprendizagem ativa com um deles.
A aprendizagem ativa está se consolidando como uma abordagem pedagógica eficaz, especialmente benéfica para o desenvolvimento integral das crianças. Este método coloca os alunos no centro do processo educativo, promovendo a participação, a curiosidade e a autonomia. A aprendizagem ativa na educação é uma abordagem pedagógica que envolve os alunos de forma direta e participativa no processo de aprendizado. Ao contrário do modelo tradicional, onde os estudantes assumem um papel passivo e apenas recebem informações, a aprendizagem ativa incentiva a interação, a discussão, a resolução de problemas e a aplicação prática dos conhecimentos. Alinhada com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essa abordagem é fundamental para desenvolver competências essenciais, como o pensamento crítico, a colaboração e a resolução de problemas, preparando os alunos para enfrentar desafios do mundo real de maneira mais eficaz.
Contudo, a implantação da aprendizagem ativa enfrenta desafios. A transição do ensino tradicional para essa metodologia exige uma reestruturação do planejamento curricular e das práticas pedagógicas. Além disso, é necessário investir em recursos adequados e na infraestrutura escolar. A resistência de alguns docentes, habituados a métodos tradicionais, também pode ser um obstáculo (Ferreira, 2021).
Preparar os docentes para a prática da aprendizagem ativa é crucial. A formação continuada é essencial, oferecendo oportunidades de atualização e desenvolvimento profissional. Cursos de capacitação, oficinas práticas e comunidades de aprendizagem entre professores são estratégias eficazes. A criação de uma cultura escolar que valorize a experimentação e o aprendizado colaborativo é fundamental para o sucesso dessa abordagem (Oliveira, 2022).
Ao investir na aprendizagem ativa, os pais e as escolas contribuem para uma educação mais significativa e alinhada com as demandas contemporâneas. Ela prepara os alunos para um mundo em constante mudança, desenvolvendo habilidades de pensamento crítico, resolução de problemas e adaptabilidade. Valorizada pelo mercado de trabalho atual, essa abordagem promove competências como colaboração e comunicação. Além disso, ela atende a diferentes estilos de aprendizagem, promovendo inclusão e equidade. A aprendizagem ativa mantém os estudantes engajados e motivados, o que é essencial para um aprendizado eficaz, e desenvolve habilidades metacognitivas, tornando-os aprendizes autônomos e eficazes ao longo da vida. Em suma, ela é vital para enfrentar os desafios do século XXI e promover uma educação de qualidade.
Referências
Ferreira, M. (2021). Desafios na implementação da aprendizagem ativa. Revista Pedagógica, 15(3), 45-58.
Oliveira, A. (2022). Formação continuada para docentes na aprendizagem ativa. Educação em Foco, 18(1), 32-47.
Silva, J. (2020). Impacto dos projetos interdisciplinares no ensino de ciências. Ciência e Educação, 22(4), 123-137.
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]]>Muito mais do que fiéis e apaixonados torcedores com presença constante em todas as arquibancadas, os pais desempenham um papel fundamental na formação e desenvolvimento dos atletas. Ao lado dos técnicos, eles fazem parte da rede de apoio dos jovens campeões e são responsáveis por aspectos fundamentais da sua jornada até o pódio. A influência dos pais na construção de um atleta foi tema de um encontro que reuniu pais e atletas do tênis do Recreio da Juventude, no dia 26 de junho. O bate-papo foi mediado pelo atleta olímpico e duplista de tênis Marcelo Demoliner e seu pai, Juliano Demoliner.
Com a experiência de quem acompanha a carreira do filho desde o início, na infância, nos primeiros treinamentos nas quadras do RJ, Juliano apresentou alguns aspectos da relação pais e filhos e como a forma de agir dos pais pode influenciar (ou atrapalhar) na formação dos atletas. Ele destacou os principais aspectos que envolvem a formação de um atleta: físico, cognitivo, emocional e espiritual; e como os pais atuam como líderes e responsáveis por essa formação.
Entre as maneiras de agir, ele destacou a importância da comunicação não violenta com as crianças. O conceito de comunicação não violenta está relacionado a uma forma de se relacionar e de superar os desafios que surgem nas relações, causados pela maneira que nos comunicamos, a partir de quatro componentes: observação, sentimentos, necessidades e pedidos.
“Do contrário, a criança vai obedecer e ouvir, mas vai acumulando, até chegar o momento em que ela vai explodir e isso não é bom”, ensina.
Quando se trata da prática esportiva, em que a relação vitórias e derrotas nem sempre é satisfatória, Juliano destacou a importância dos pais ensinarem os filhos a lidarem com as frustrações. Segundo ele, cada criança irá reagir de uma forma a uma derrota e é imprescindível que os pais respeitem o indivíduo e tenham sensibilidade para escolher as palavras certas na hora da conversa pós-derrota.
“O acolhimento dos pais é importantíssimo e influencia diretamente na motivação dos atletas para o dia seguinte, para o próximo jogo”, afirma.
Outro ponto a ser observado pelos pais, destacado por Juliano, é com relação à pressão depositada sobre os filhos, pelo rendimento, pelos resultados e pelas vitórias. O ideal, segundo ele, é não haver pressão nenhuma ou, se houver, que seja de forma controlada e que funcione como um incentivo.
“Não transfiram os sonhos de vocês para os filhos, não joguem essa responsabilidade sobre eles, de conseguir o que vocês não conseguiram. Isso é um erro fatal, capaz de fazer perder um talento e um potencial atleta do futuro, que poderia ser um grande desportista”, ensinou.
Apoio familiar que teve resultado nas quadras

Marcelo Demoliner acompanhou o pai no bate-papo no clube e destacou o incentivo e apoio que sempre recebeu da família. Com carinho, lembrou uma frase de incentivo que o pai sempre repetiu: “o conhecimento ninguém te tira”, como forma de ensiná-lo sobre a importância de se dedicar aos treinamentos e buscar o aperfeiçoamento constante.
Sem dúvida, o resultado do cuidado e atenção vindos da família apareceu nas quadras. Demoliner é um dos principais nomes do tênis brasileiro. Ele iniciou na modalidade no Recreio da Juventude. Aos 14 anos, deixou o clube para seguir na carreira internacional.

O tenista chegou ao 35º lugar do ranking de duplas da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), conquistando cinco títulos no circuito internacional, disputando 11 finais, sendo semifinalista nas duplas mistas dos grand slans – Australian Open e Wimbledon, na Inglaterra. Em 2021, o atleta formou a dupla número 1 do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Em 2023, o tenista voltou a ser federado pelo Recreio da Juventude e passou a utiliza a marca do clube em seus uniformes.
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]]>O post Para a Geração Alpha, mais natureza e contato humano e menos telas apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Famílias e educadores estão enfrentando um novo desafio: compreender a primeira geração nascida totalmente no século XXI, entre 2010 e 2025, e que ao nascer já está exposta aos fenômenos cotidianos da era digital, tão inerentes aos indivíduos contemporâneos. Mas uma das certezas sobre a chamada Geração Alpha é a necessidade de reinvenção da educação.
Os Alpha são caracterizados pelas habilidades tecnológicas avançadas. Eles são considerados mais evoluídos e inteligentes, mas também são reconhecidos pelas dificuldades de aprendizagem, de atenção e de socialização, causados, essencialmente, pelo excesso de telas. Em meio à grande quantidade de informações a que são expostas, é comum essas crianças e adolescentes questionarem o papel da escola. Como têm a informação a um clique, ao alcance da mão, eles não veem sentido em ir para a escola.
Em contraponto a isso, a pedagoga Simone Selbach, com 37 anos de experiência como professora e coordenadora pedagógica, aponta a escola como o espaço da conexão, de dar sentido a todo o conhecimento apreendido e de atuar como filtro para esse grande fluxo de informações. Para que isso aconteça, ela entende que os alunos precisam sair da sala de aula, praticar atividades físicas, ter contato com a natureza e novas experiências, voltarem a brincar e voltarem a ser crianças.
“Não dá para ficar somente no aprendizado dos livros, temos que entender os conceitos e vivê-los. Os alunos precisam explorar o mundo e movimentar o corpo. A escola precisa ser um grande projeto de pesquisa, que explore múltiplas linguagens”, defende.
Em paralelo, as escolas precisam oferecer espaços para o desenvolvimento emocional dos seus alunos. De acordo com a psicóloga Mariana Selbach Castilhos, a Geração Alpha é hiperdigitalizada, mas pouco social. É necessário e importante garantir um processo humanizador ao desenvolvimento dessas crianças e adolescentes.
“O que eu sinto? Como eu ajo? Como eu lido com minhas dores, medos e tristezas? A escola precisa ter um espaço para trabalhar isso nos alunos”, afirma Mariana.
Quanto às telas, o recomendado é mantê-los o mais longe possível de televisão, celulares, tablets, smartphones e computadores. Essa é uma das orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) relacionadas ao desenvolvimento em saúde das crianças.
“Dos 0 aos 2 anos, o ideal é não expormos as crianças às telas. Via de regra, o olho e o cérebro dessa criança não estão preparados para o excesso de informação desses dispositivos”, explica Mariana. Segundo ela, o ideal, se for realmente necessária a exposição às telas, que seja feita por período curtos, em momentos diferentes, intercalados ao longo do dia, e sempre sob supervisão de um adulto, que monitore tudo o que a criança estiver vendo e com quem ela estiver interagindo.
Aos pais, cabe a tarefa de estarem presentes e incentivarem os três A’s do desenvolvimento infantil: da autonomia, do “eu consigo fazer”; da autoria, do “eu consegui fazer, do eu que fiz”; da autoestima, “eu sei fazer, eu não preciso que você faça por mim”. Deixá-las fazer, do jeito delas, pequenas tarefas de casa, é uma boa forma de colocar isso em prática. Assim, os adultos estão dizendo para a criança que confiam nela, e se um adulto confia nela, a tendência é que elas confiem em si próprias também. Por consequência, teremos adolescentes fortalecidos para evitar abusos e repelir comportamentos inadequados que venham a sofrer, por exemplo.
“O maior presente que se dá para alguém é a presença. As crianças precisam de um lar saudável, que as respeitem e validem, e em que haja qualidade no relacionamento familiar. Elas precisam se sentirem amadas para crescerem. As crianças precisam confiar nos adultos”, afirma Simone.
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]]>Atualmente, para a maioria das crianças, a diversão está associada ao uso telas. Esse interesse, tem causado uma apreensão comum entre pais, educadores e profissionais da saúde, pois a permanência em frente aos dispositivos eletrônicos tem se estendido cada vez mais.
“Equilibrar as horas de jogos on-line com atividades esportivas, brincadeiras, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza é garantir insumos para o crescimento e desenvolvimento com afeto e alegria” (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2016, p. 03).
Essa tecnologia oferece muitos benefícios educacionais e entretenimento, porém nota-se que há um consenso crescente de que experiências práticas e interativas são mais valiosas para o desenvolvimento infantil.
De acordo com Larossa (2002), “A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca.” A experiência é composta pelos acontecimentos que vivemos e que nos afetam de maneira significativa, moldando nossas percepções, sentimentos e compreensão de mundo. Vivências como brincar ao ar livre, participar de jogos criativos, realizar experimentos científicos, explorar a natureza e engajar-se em atividades artísticas são essenciais para o desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo das crianças.
Essas atividades promovem habilidades motoras, criatividade, resolução de problemas, cooperação e empatia, algo que o tempo excessivo diante de telas não proporciona de forma tão rica.
Incentivar atividades diversificadas pode ajudar as crianças a desenvolverem uma gama mais ampla de habilidades e a terem experiências mais significativas. Para isso, é importante encontrar um equilíbrio saudável que permita as crianças a desfrutarem dos benefícios da tecnologia, sem a perda das oportunidades de aprendizado e diversão.
Referências
LARROSA, Jorge Bondía (2002) – Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Espanha. Disponível em: Jorge_Larrosa_1_.pdf (usp.br).
Sociedade Brasileira de Pediatria. Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital. Manual de Orientação. Departamento de Adolescência. no.1, outubro de 2016. 13p. Disponível em: 19166d-MOrient-Saude-Crian-e-Adolesc.pdf (sbp.com.br).
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]]>O post O livro literário como museu para as crianças e adultos apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Sabemos que as crianças são curiosas, questionadoras, constantemente estão observando e levantando questões sobre o funcionamento do mundo. Como nós adultos, elas se constituem na e pela experiência.
Assim, é fundamental que os espaços educativos em que as crianças estão imersas, ofereçam-lhes as melhores situações cotidianas e proporcionem experiências humanizadoras, culturais e estéticas.
Quanto maior for o seu repertório de boas referências, maior será a sua capacidade de criar, de refletir, de ser crítica, humana e de intervir de modo positivo no mundo.
Assim, é significativo que a criança (e o adulto também!) tenha acesso à literatura de qualidade, pois ela proporciona a aproximação com diferentes mundos e culturas, com a diversidade, com formas distintas de pensar e agir, com possíveis maneiras de resolver problemas do cotidiano, com diversas linguagens e com diferentes emoções.
Ouvir histórias e manipular o objeto livro contribui para ampliação do repertório de imagens, de traços, cores, materiais, materialidades, da cultura do escrito, de vocabulário levando à ampliação da leitura de mundo para além do que está escrito.
Nesse contexto, os responsáveis pela formação das crianças desempenham o importante papel de ajudá-las a se aproximar da obra literária, emprestando a sua voz e os seus gestos para que elas tenham contato com o texto escrito, através da história lida, e para que possam aprofundar a forma de olhar e analisar as imagens – suas cores, detalhes, materiais utilizados.
Observar ainda o diálogo entre o texto escrito e as imagens, através da mediação de um adulto ou de outra criança, favorece às meninas e aos meninos a possibilidade de ampliação do olhar, das experiências, da análise e maior compreensão de mundo, da estruturação da fala e expansão de vocabulário.
Que todos tenham um olhar zeloso quanto à curadoria dos livros, cuidando para que realmente contemplem textos e imagens de qualidade, bem como projetos gráficos ricos de possibilidades, fugindo de textos e imagens que reforcem estereotipias, o que certamente contribuirá para que a criança evolua também em relação à sua forma gráfica de representação do mundo (desenhos), que desenvolva ainda mais sua comunicação verbal e não verbal, além da criatividade, do senso estético, ético e crítico.
Obras literárias de qualidade são pequenos museus que favorecem ricas experiências estéticas e explorá-las junto com as crianças abre portas para novos encontros, trocas, pensamentos e afetividades.
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular.
BONDIA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro , n. 19, p. 20-28, abr. 2002 . Disponível em <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782002000100003&lng=es&nrm=iso>. acesso em 24 set 2023
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: ___. Vários Escritos. 5 ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul/ São Paulo: Duas Cidades, 2011.
FRIEDMANN, Adriana. A vez e a voz das crianças: escutas antropológicas e poéticas das infâncias. São Paulo, Panda Books, 2020.
HOYUELOS, Alfredo. A estética no pensamento e na obra pedagógica de Loris Malaguzzi. São Paulo: Phorte, 2020.
PACOVSKA, Kveta. Entrevista. In: SOBRINHO, Javier. Entrevista Kveta Pacovska. Revista Emília [online]. Entrevista concedida em 18 de fevereiro de 2013. Disponível em: https://emilia.org.br/kveta-pacovska/ Acesso em: 24 set 2023.
RAMOS, Flávia Brocchetto; PAIVA, Ana Paula Mathias. A dimensão não verbal no livro literário para criança. Revista Contrapontos, v. 14, n. 3, p. 425-447, dez. 2014.
RAMOS, Graça. A imagem nos livros infantis: caminhos para ler o texto visual. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011.
RINALDI, Carlina. A pedagogia da escuta: a perspectiva da escuta em Reggio Emilia. In: EDWARDS, Carolyn; GANDINI, Lella; FORMAN, George. As cem linguagens da criança: a experiência de Reggio Emilia em transformação. Porto Alegre: Penso, 2016, p. 235-247.
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]]>O post Aprendizagem ativa é o novo caminho para as escolas apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Imagine uma sala de aula cheia de crianças sentadas em suas classes, ouvindo uma explicação do professor por quatro horas. Se você ficou entediado só de pensar, tem uma ideia de como é a rotina dos alunos que passam por isso todos os dias. Mas, felizmente, há sinais de mudança e evolução no processo de ensino, de forma a deixar tudo mais atrativo e divertido. É a aprendizagem ativa, um novo caminho para as escolas.
O conceito de aprendizagem ativa enfatiza o envolvimento direto dos alunos no processo de aprendizagem, promovendo uma participação mais dinâmica e colaborativa. É o oposto do modelo tradicional de ensino, em que os alunos apenas ouvem, ouvem e ouvem conteúdos transmitidos pelos professores. Na aprendizagem ativa, eles recebem todo o incentivo para explorar, questionar, discutir e aplicar conceitos. E são convidados a testar na prática, ou colocar em prática, o que estão aprendendo. O tempo todo.
Imagine a mesma turma de alunos quando, em vez de só ouvirem o professor falar sobre energia eólica, puderem elaborar e colocar em funcionamento um projeto, aplicando conceitos de matemática, física e biologia? Ou em vez de só ouvirem o professor falar sobre a coagulação do sangue ou de que forma o metal oxida, puderem observar esses processos em um laboratório de biologia e de química? Certamente, o dia a dia na escola ficará bem mais desafiador, estimulante e atrativo, e eles serão alunos mais ativos e engajados com a própria aprendizagem.
A necessidade e importância de buscar novas metodologias de ensino e sistemas escolares foi uma das conclusões de uma pesquisa realizada no Reino Unido. O estudo ouviu 640 crianças e jovens e apontou que 52% deles consideram que a escola tem um impacto negativo na sua saúde mental. Entre os fatores considerados como os responsáveis por isso estão o estresse, a preocupação e o medo que vivenciam, a carga horária, as regras e os relacionamentos. [1]
As autoras do estudo sugerem que é hora de criar um sistema escolar que coloque as necessidades psicológicas dos alunos em primeiro lugar. Elas propõem que o foco de escolas, educadores, pais e responsáveis, deve ser em como as crianças e jovens são engajados e motivados a usufruírem da educação e terem amor pela aprendizagem.
“É hora de criar um sistema educacional que se adapte aos alunos do século 21, em vez de tentar fazer com que os alunos do século 21 se encaixem no sistema atual. É hora de ser inovador”, afirmou Sarah Sivers, uma das autoras do estudo.
A aprendizagem ativa vai de encontro a tudo isso. Ela faz muito pelos alunos: melhora a retenção das informações e do conhecimento; desenvolve competências como comunicação, trabalho em equipe e pensamento crítico; os prepara efetivamente para o mundo real e para os desafios reais no ambiente profissional, por exemplo. Além disso, gera maior motivação e interesse nas crianças e jovens. As atividades interativas realizadas, geralmente em pequenos grupos, tornam o aprendizado mais interessante e motivador.
Certamente, a adoção dela ainda é um desafio, que exige um planejamento minucioso e formação de professores. Os ambientes escolares também precisarão ser aptos a promover a colaboração e engajamento a uma nova abordagem pedagógica e deverão passar por uma reestruturação física. Mas tudo isso é um esforço que vale a pena. A aprendizagem ativa está se consolidando como a alternativa mais assertiva para uma nova educação.
Com ela a escola deixará de ser uma obrigação e um momento estressante para as crianças e jovens e passará a ser o que realmente deve ser: um espaço de formação, desenvolvimento e, principalmente, experiências e vivências.
[1] Report: Young peoples’ views on mental health: school is too much pressure (Pappola, Sivers, Hooper & Ahad, 2024)
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]]>O post A importância das habilidades locomotoras para o desenvolvimento integral das crianças apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O ser humano é um ser em movimento. Mover-se faz parte de nossa natureza. Em que pese sermos entre os mamíferos a espécie que mais demora para começar a se locomover, em geral entre o 7º e o 10º mês, podemos, a partir da aquisição desta habilidade, mover-nos de formas distintas e com mais ou menos complexidade. Assim, o desenvolvimento da habilidade motora de locomoção será de suma importância no desenvolvimento do repertório motor desde a infância.
É importante compreender que a habilidade motora de locomoção, não se refere apenas ao ato de caminhar ou correr. Conceitualmente a habilidade motora é a capacidade do indivíduo locomover-se no espaço horizontal ou vertical, utilizando para isso todas as formas possíveis de movimento corporal. Além do andar e correr, as habilidades locomotoras incluem o saltar, rastejar, galopar, deslizar, escalar e todas as suas variações, que acabam formando a base para a participação em atividades esportivas, além de serem importantes para a movimentação diária de cada indivíduo.
Na medida em que as crianças desenvolvem e aprimoram suas habilidades locomotoras, elas adquirem confiança e coordenação motora, possibilitando a combinação de movimentos de locomoção com outras habilidades e sua utilização na variedade de esportes existentes. Essa combinação de movimentos será mais eficaz na medida em que cada habilidade esteja de certa maneira já automatizada.
Quando paramos para observar detidamente cada esporte, podemos verificar a presença e influência deste tipo de habilidade em vários momentos. Excetuando-se as habilidades de andar e correr, que vamos considerar muito básicas, propomos um olhar mais atento à presença da locomoção das habilidades esportivas.
O salto está presente de várias formas na ginástica artística. Saltos horizontais, verticais, em um pé só, deslizes e mesmo a habilidade de galopar. No voleibol vamos encontrar o salto na ação do bloqueio e no ataque para deslocar o corpo no espaço vertical, além do salto para realizar um mergulho (peixinho) em situação de defesa. Ainda no voleibol, o deslocamento lateral essencialmente é a habilidade de galopar, que está presente a cada momento do jogo, na ocupação dos espaços da quadra no posicionamento tático de ataque e defesa.
Outros esportes também utilizam o salto e suas variações. O basquete na bandeja no salto com um pé só, ou no salto para a defesa ou mesmo no rebote, sem falar no salto para o arremesso de jump, além da presença do galopar principalmente em ações defensivas. O handebol também pode ser considerado, neste sentido, como uma réplica do basquete, adicionando a ele o salto em profundidade, principalmente nos arremessos do pivô e dos ponteiros. Por sua vez, o goleiro, de forma mais específica, utilizará muito a habilidade do deslize. E por aí vai, caso pararmos para analisar o badminton, o tênis, o judô e os demais esportes presentes no nosso cotidiano.
Assim, habilidades locomotoras tornam-se estruturais no desenvolvimento integral da criança. A partir de um ambiente adequado, à promoção destas habilidades no formato lúdico, desafiador, divertido e educativo, preparam as crianças não só para desafios esportivos, mas também para as tarefas cotidianas, proporcionando um crescimento saudável na juventude e vida adulta.
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]]>O post O treino de força para crianças e adolescentes apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O treino de força para crianças e adolescentes oferece uma gama significativa de benefícios para o desenvolvimento físico e mental. Primeiramente, contribui para o crescimento saudável dos ossos, promovendo a densidade óssea e prevenindo futuras complicações. Além disso, fortalece os músculos, proporcionando melhor estabilidade e postura.
Ao praticar exercícios de resistência, as crianças desenvolvem habilidades motoras, coordenação e equilíbrio, aspectos cruciais para um desenvolvimento físico completo. Esse tipo de treino também auxilia na prevenção de lesões esportivas, ao promover músculos mais resistentes e articulações mais estáveis.
Treinar força na adolescência apresenta uma justificativa fisiológica sólida, pois nessa fase ocorre um aumento significativo na produção de hormônios, como testosterona e hormônio do crescimento, que favorecem o desenvolvimento muscular e ósseo.
A nível psicológico, o treino de força contribui para a autoestima e confiança, à medida que as crianças observam melhorias em suas capacidades físicas. Além disso, pode ser uma ferramenta eficaz no combate ao sedentarismo, promovendo hábitos saudáveis desde cedo.
É crucial ressaltar que a supervisão adequada e a adaptação dos exercícios à faixa etária são essenciais. O treinamento de força para crianças e adolescentes deve ser lúdico e seguro, garantindo uma abordagem gradual e respeitando os limites individuais de cada jovem.
Em suma, o treino de força na juventude não apenas constrói bases sólidas para a saúde física, mas também molda uma mentalidade positiva em relação ao exercício, promovendo um estilo de vida ativo e duradouro.
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]]>O post Observe como seu filho vira cambalhota apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O nível de desenvolvimento motor das crianças pode ser observado nas brincadeiras do dia a dia. Quando falamos em habilidade de estabilização em crianças, por exemplo, a primeira coisa que nos vem à cabeça é o equilíbrio, o ficar em um pé só, o plantar bananeira. Mas temos também o rolamento, a famosa cambalhota. Todo mundo sabe virar cambalhota, né? Não, nem todo mundo sabe virar cambalhota.
Cada um tem um jeito de virar cambalhota. Mas o que a gente mais percebe e pode ser perigoso para as crianças é o virar a cambalhota fazendo o apoio corporal apenas sobre a cabeça. No estágio elementar, as crianças suportam o peso corporal totalmente na cabeça. A ideia é que elas completem o rolamento sem encostar a cabeça no chão e consigam completar mais de um rolamento na sequência. Isso vamos conseguir no estágio maduro, por volta dos 8 aos 9 anos de idade, dependendo do estímulo que essa criança vai receber.
E como fazemos para chegar no estágio maduro de desenvolvimento? A primeira coisa é entender se a criança consegue firmar bem as mãos, se tem um lado que ela consegue apoiar melhor no chão. Tentamos deixar o mais simétrico possível. Depois vamos para a impulsão, conseguir fazer o movimento de impulsão com os pés e as pernas. Para isso, utilizamos uma rampa inclinada, favorecendo o rolamento da criança, ou uma base superior onde ela vai colocar os pés e apoiar as suas mãos no chão, facilitando assim a impulsão.
É importantíssimo lembrar que, ao executar o rolamento, para não ter nenhum problema na coluna cervical, é preciso que a criança esteja com o queixo colado no peito. Iniciamos da seguinte maneira: faz o sapinho, mão firme no chão, queixo no peito, olha para o bumbum e executa o rolamento.
A prática de atividades físicas é imprescindível em todas as etapas da vida. Na infância, ela faz toda a diferença para o bom desenvolvimento da criança. Estas atividades devem ser em forma de brincadeiras, as quais irão impactar diretamente no fortalecimento dos ossos, músculos e articulações; na melhora da postura e equilíbrio; no aumento da autoestima; na redução de quadros de obesidade e depressão; na melhora da cognição, do desempenho motor e escolar e do comportamento social.
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]]>O post Não deixe seu filho no quarto e ao celular apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O excesso de trabalho e tarefas dos pais dificulta o processo de educação dos filhos. Há muita informação oferecida pelos meios tecnológicos que trazem ainda mais complexidade para a educação das crianças. A escola suprime uma parte da educação, deixando o turno da manhã ou da tarde bem preenchidos. Mas há um turno em casa, em que ela cumpre várias situações de rotina, como dormir, estudar, brincar, ficar em casa – no quarto -, sair para uma atividade extra ou para a casa de um amigo(a), jogar videogame e ficar ao celular.
Pesquisa sobre o tempo de uso de celular indica que 79% das crianças ficam 4 horas no aparelho por dia. O estudo indica que crianças de 0 a 3 anos ficam 2,56 minutos; de 4 a 6 anos, 3,17 minutos; de 7 a 9 anos, 3,29 minutos; e finalizando, de 10 a 12 anos, 4,46 minutos. Há inclusive o termo “Filhos do quarto” para batizar aqueles que permanecem 40 ou 50 minutos ininterruptos sem sair do lugar [1].
Esses dados assustam um pouco mas nos fazem refletir a que ponto chegamos nessa última década. Certamente temos que ponderar que no Brasil hoje há muitas dúvidas do quanto nós e nossos filhos nos sentimos seguros nas ruas ou estabelecimentos que não sejam as nossas casas. Os fatores sociais e econômicos interferem no uso em excesso do celular, do tablet, da televisão e dos videogames. Passar mais tempo no trabalho e nas empresas é mais cômodo e traz mais facilidade para o acesso a tecnologias e serviços.
O efeito no cérebro do hormônio dopaminérgico, estimulado pelo celular, funciona da seguinte forma para os adultos e para as crianças:
Sabendo disso, você consegue imaginar como ficarão essas crianças daqui dez ou vinte anos? Essas crianças que estão usando de forma indiscriminada esse tipo de tecnologia?
Certamente, tem muita coisa boa nas redes sociais e nas telas, coisas que ajudam na resolução de vários problemas, de diferentes áreas. Mas é importante o olhar atento dos educadores e pais para essas crianças. A dependência a esses aparelhos pode causar distúrbios comportamentais, baixo rendimento na escola e o desinteresse por atividades básicas, como a alimentação, as brincadeiras, a companhia e a convivência presencial com os amigos.
[1] Edição do Brasil. Disponível www.edicaodobrasil.com.br. Acesso em: julho, 2023.
O post Não deixe seu filho no quarto e ao celular apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
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