foxiz-core domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home2/fcincoho/clubefy/wp-includes/functions.php on line 6131O post A importância das habilidades locomotoras para o desenvolvimento integral das crianças apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O ser humano é um ser em movimento. Mover-se faz parte de nossa natureza. Em que pese sermos entre os mamíferos a espécie que mais demora para começar a se locomover, em geral entre o 7º e o 10º mês, podemos, a partir da aquisição desta habilidade, mover-nos de formas distintas e com mais ou menos complexidade. Assim, o desenvolvimento da habilidade motora de locomoção será de suma importância no desenvolvimento do repertório motor desde a infância.
É importante compreender que a habilidade motora de locomoção, não se refere apenas ao ato de caminhar ou correr. Conceitualmente a habilidade motora é a capacidade do indivíduo locomover-se no espaço horizontal ou vertical, utilizando para isso todas as formas possíveis de movimento corporal. Além do andar e correr, as habilidades locomotoras incluem o saltar, rastejar, galopar, deslizar, escalar e todas as suas variações, que acabam formando a base para a participação em atividades esportivas, além de serem importantes para a movimentação diária de cada indivíduo.
Na medida em que as crianças desenvolvem e aprimoram suas habilidades locomotoras, elas adquirem confiança e coordenação motora, possibilitando a combinação de movimentos de locomoção com outras habilidades e sua utilização na variedade de esportes existentes. Essa combinação de movimentos será mais eficaz na medida em que cada habilidade esteja de certa maneira já automatizada.
Quando paramos para observar detidamente cada esporte, podemos verificar a presença e influência deste tipo de habilidade em vários momentos. Excetuando-se as habilidades de andar e correr, que vamos considerar muito básicas, propomos um olhar mais atento à presença da locomoção das habilidades esportivas.
O salto está presente de várias formas na ginástica artística. Saltos horizontais, verticais, em um pé só, deslizes e mesmo a habilidade de galopar. No voleibol vamos encontrar o salto na ação do bloqueio e no ataque para deslocar o corpo no espaço vertical, além do salto para realizar um mergulho (peixinho) em situação de defesa. Ainda no voleibol, o deslocamento lateral essencialmente é a habilidade de galopar, que está presente a cada momento do jogo, na ocupação dos espaços da quadra no posicionamento tático de ataque e defesa.
Outros esportes também utilizam o salto e suas variações. O basquete na bandeja no salto com um pé só, ou no salto para a defesa ou mesmo no rebote, sem falar no salto para o arremesso de jump, além da presença do galopar principalmente em ações defensivas. O handebol também pode ser considerado, neste sentido, como uma réplica do basquete, adicionando a ele o salto em profundidade, principalmente nos arremessos do pivô e dos ponteiros. Por sua vez, o goleiro, de forma mais específica, utilizará muito a habilidade do deslize. E por aí vai, caso pararmos para analisar o badminton, o tênis, o judô e os demais esportes presentes no nosso cotidiano.
Assim, habilidades locomotoras tornam-se estruturais no desenvolvimento integral da criança. A partir de um ambiente adequado, à promoção destas habilidades no formato lúdico, desafiador, divertido e educativo, preparam as crianças não só para desafios esportivos, mas também para as tarefas cotidianas, proporcionando um crescimento saudável na juventude e vida adulta.
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]]>O nível de desenvolvimento motor das crianças pode ser observado nas brincadeiras do dia a dia. Quando falamos em habilidade de estabilização em crianças, por exemplo, a primeira coisa que nos vem à cabeça é o equilíbrio, o ficar em um pé só, o plantar bananeira. Mas temos também o rolamento, a famosa cambalhota. Todo mundo sabe virar cambalhota, né? Não, nem todo mundo sabe virar cambalhota.
Cada um tem um jeito de virar cambalhota. Mas o que a gente mais percebe e pode ser perigoso para as crianças é o virar a cambalhota fazendo o apoio corporal apenas sobre a cabeça. No estágio elementar, as crianças suportam o peso corporal totalmente na cabeça. A ideia é que elas completem o rolamento sem encostar a cabeça no chão e consigam completar mais de um rolamento na sequência. Isso vamos conseguir no estágio maduro, por volta dos 8 aos 9 anos de idade, dependendo do estímulo que essa criança vai receber.
E como fazemos para chegar no estágio maduro de desenvolvimento? A primeira coisa é entender se a criança consegue firmar bem as mãos, se tem um lado que ela consegue apoiar melhor no chão. Tentamos deixar o mais simétrico possível. Depois vamos para a impulsão, conseguir fazer o movimento de impulsão com os pés e as pernas. Para isso, utilizamos uma rampa inclinada, favorecendo o rolamento da criança, ou uma base superior onde ela vai colocar os pés e apoiar as suas mãos no chão, facilitando assim a impulsão.
É importantíssimo lembrar que, ao executar o rolamento, para não ter nenhum problema na coluna cervical, é preciso que a criança esteja com o queixo colado no peito. Iniciamos da seguinte maneira: faz o sapinho, mão firme no chão, queixo no peito, olha para o bumbum e executa o rolamento.
A prática de atividades físicas é imprescindível em todas as etapas da vida. Na infância, ela faz toda a diferença para o bom desenvolvimento da criança. Estas atividades devem ser em forma de brincadeiras, as quais irão impactar diretamente no fortalecimento dos ossos, músculos e articulações; na melhora da postura e equilíbrio; no aumento da autoestima; na redução de quadros de obesidade e depressão; na melhora da cognição, do desempenho motor e escolar e do comportamento social.
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]]>O esporte vai além da competição ou paixão. Ele é um instrumento de mudanças e descobertas em todas as idades. As escolas têm o objetivo de apresentar as modalidades básicas aos alunos – como futebol, voleibol, basquete e handebol – como uma introdução ao esporte e com a possibilidade de desistência dessas modalidades. Muitas escolas levam as crianças que se destacam por suas capacidades e habilidades para participar de campeonatos no município ou estado, como os jogos escolares, organizados pelas secretarias de esporte e lazer.
Mesmo com essas ações, ao longo dos anos, as aulas de educação física têm perdido importância na grade curricular. Os adolescentes demonstram cada vez menos interesse e o esporte acaba não sendo democrático. O futebol desperta mais interesse, enquanto outros esportes, como voleibol e basquete, são marginalizados, com cada vez menos pessoas interessadas. Além disso, as aulas de educação física têm deixado muito a desejar, não mostrando todo o vasto campo da área esportiva para a melhora das jovens promessas.
As aulas de educação física devem apresentar o esporte para a criança com o intuito de fazê-la descobrir o seu corpo e o que pode fazer com ele, nas diferentes maneiras de explorar as valências físicas, como a noção espacial, a coordenação, o equilíbrio e o tempo, entre outras. Habilidades como caminhar, correr, saltar e as atividades com bola servem como base para as futuras escolhas das modalidades esportivas.
Entre as instituições com diversas opções de prática esportiva temos as universidades, os clubes e os ginásios. Os clubes oferecem mais estrutura para os praticantes. Além disso, nesses espaços, os interessados podem se desenvolver ao longo dos anos e se revelarem promessas para as modalidades individuais ou coletivas.
Nas atividades esportivas, o indivíduo recebe lições de comportamento, moral, ética, noções de convivência em grupo, respeito ao colega e ao treinador e de disputas nas competições. O convívio com as diferenças entre os alunos faz com que as crianças tenham compromisso com os cuidados, com o se esforçar e com o espírito de equipe.
Se você ensinar e der opção para a criança conhecer o esporte com o qual mais se identifica, ela pode fazer desse compromisso uma superação de seus limites, dos controles de estresse, ansiedade e de alguns tipos de depressão e outros problemas de saúde, que atingem a população de todas as idades.
Muitas pesquisas no campo da ciência estudam os efeitos da prática de exercícios físicos no cérebro das crianças. O neurocientista Daniel Wolpert afirma que o movimento é único que dá propósito para o cérebro existir. O exercício físico regular deixa o cérebro inteligente racionalmente e equilibrado emocionalmente.
A prática de exercício traz benefícios em três dimensões:
Todos são neurotransmissores ativados pelo esporte, que pode ser considerado a droga natural para o combate à depressão nos tempos de hoje.
É mais do que comprovada a importância do esporte, da atividade física, do exercício físico em todas as fases da vida. Os iniciantes e mais novos podem, por meio dessas experiências nas escolas ou clubes, desenvolver o interesse pleno por essas práticas.
Dessa forma, haverá a promoção da saúde com atividades bem orientadas, com a participação direta dos pais, da escola e dos amigos, promovendo uma formação integral do indivíduo. É muito importante também resgatar as brincadeiras e a recreação, e dessa forma, criar base para futuros atletas com suas capacidades reconhecidas e bem trabalhadas para o futuro do esporte. Quem sabe assim não teremos mais atletas e mais medalhas?
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]]>O post Analfabetismo motor: a importância do enfrentamento apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Quando nos referimos à primeira infância – do nascimento até os 6 ou 7 anos – talvez a primeira e principal preocupação dos pais é com a alfabetização dos seus filhos, entendendo-se aqui um estímulo e atenção ao seu desenvolvimento cognitivo. Porém, devemos entender a alfabetização como algo que vai além da aquisição de habilidades de leitura e escrita.
A alfabetização faz parte do campo das linguagens e, como tal, abrange outras formas de expressão, como as artes e o movimento corporal, por meio da execução de habilidades motoras. Ou seja, quando falamos de alfabetização devemos entendê-la como um processo mais amplo do desenvolvimento infantil. Assim, este texto tem por objetivo discutir os impactos que a ausência do desenvolvimento de habilidades motoras causa no desenvolvimento do repertório motor das crianças, levando ao surgimento do que chamamos de analfabetismo motor.
O que é Analfabetismo Motor
Podemos entender o analfabetismo como a falta de habilidades para o desenvolvimento da leitura e escrita, e por decorrência, a falta de habilidades para a expressão escrita e por conseguinte a oralidade. Assim, o termo “analfabetismo motor” descreve uma condição na qual indivíduos apresentam dificuldades em realizar habilidades motoras básicas e complexas, de forma eficaz e coordenada. Isso pode afetar diversos aspectos da vida cotidiana, como a participação em atividades físicas e esportivas, principalmente naqueles que envolvem controle e manipulação do corpo e de objetos, como esportes variados e mesmo atividades físicas como ginástica funcional, crossfit e outros. Impacta também na realização das brincadeiras e lazer, como pular corda, andar de bicicleta, ou mesmo nadar na sua forma mais recreativa. Além disso, tarefas cotidianas também podem ser impactadas, como subir e descer uma escada rolante, ultrapassar ou saltar de obstáculos, equilibrar objetos nas mãos e, até mesmo, dirigir um automóvel, o que irá exigir noção espacial e temporal, tempo de reação e coordenação motora.
Estratégias para superar o Analfabetismo Motor
Para superarmos o analfabetismo motor é fundamental criar uma consciência sobre a importância do desenvolvimento motor adequado desde a primeira infância, por meio da prática de habilidades motoras diversas e de forma frequente. Pais, familiares e profissionais ligados ao campo da educação e saúde devem estar cientes dos marcos do desenvolvimento motor e da importância de estimular habilidades motoras desde cedo. Devem conhecer e entender as fases do desenvolvimento motor, a partir dos movimentos reflexos e das habilidades rudimentares e fundamentais e compreender que a construção do repertório motor das crianças é determinada por três fatores: ambiente, tarefas e carga genética. Destes fatores apenas a carga genética do indivíduo não pode ser manipulada. Os outros dois aspectos podem e devem ser manipulados.
Assim sendo, as estratégias para a anulação do analfabetismo motor e estímulo da literacia motora, passam pela oferta de vivências e experiências com foco em abordagens lúdicas e brincadeiras, principalmente para as habilidades mais amplas como correr, saltar, desviar, rolar, arremessar e receber. O aprendizado por meio de jogos e da exploração ativa pode incentivar a aquisição das habilidades motoras de forma prazerosa e engajante. É importante encorajar um estilo de vida ativo desde a infância, fornecendo oportunidades para a prática regular de atividades motoras, físicas e esportivas, para além da educação física na escola. A participação em atividades diversificadas e o estímulo à prática regular podem contribuir para a anulação do analfabetismo motor e o desenvolvimento da literacia motora.
Superar o analfabetismo motor é um desafio que requer ações coletivas e compromisso de todos. Investir e oportunizar situações para o desenvolvimento da literacia motora desde a infância é fundamental para construir um repertório motor adequado e proporcionar oportunidades equitativas para todos. Ao reconhecer a importância das habilidades motoras e implementar estratégias eficazes, podemos capacitar indivíduos a se tornarem fisicamente competentes, confiantes e capazes de desfrutar de uma vida plena e saudável.
E como conselho final, “brinque muito como seu (sua) filho (a), saia das telas e valorize este tempo rico de construção de conhecimento e de sentimentos, os quais as crianças levarão para a vida toda”.

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