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A relação esporte e criança deve começar na escola 

A relação esporte e criança deve começar na escola 

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A relação esporte e criança deve começar na escola
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O esporte vai além da competição ou paixão. Ele é um instrumento de mudanças e descobertas em todas as idades. As escolas têm o objetivo de apresentar as modalidades básicas aos alunos – como futebol, voleibol, basquete e handebol – como uma introdução ao esporte e com a possibilidade de desistência dessas modalidades. Muitas escolas levam as crianças que se destacam por suas capacidades e habilidades para participar de campeonatos no município ou estado, como os jogos escolares, organizados pelas secretarias de esporte e lazer.  

 Mesmo com essas ações, ao longo dos anos, as aulas de educação física têm perdido importância na grade curricular. Os adolescentes demonstram cada vez menos interesse e o esporte acaba não sendo democrático. O futebol desperta mais interesse, enquanto outros esportes, como voleibol e basquete, são marginalizados, com cada vez menos pessoas interessadas. Além disso, as aulas de educação física têm deixado muito a desejar, não mostrando todo o vasto campo da área esportiva para a melhora das jovens promessas.  

As aulas de educação física devem apresentar o esporte para a criança com o intuito de fazê-la descobrir o seu corpo e o que pode fazer com ele, nas diferentes maneiras de explorar as valências físicas, como a noção espacial, a coordenação, o equilíbrio e o tempo, entre outras. Habilidades como caminhar, correr, saltar e as atividades com bola servem como base para as futuras escolhas das modalidades esportivas.  

Entre as instituições com diversas opções de prática esportiva temos as universidades, os clubes e os ginásios. Os clubes oferecem mais estrutura para os praticantes. Além disso, nesses espaços, os interessados podem se desenvolver ao longo dos anos e se revelarem promessas para as modalidades individuais ou coletivas.  

Nas atividades esportivas, o indivíduo recebe lições de comportamento, moral, ética, noções de convivência em grupo, respeito ao colega e ao treinador e de disputas nas competições. O convívio com as diferenças entre os alunos faz com que as crianças tenham compromisso com os cuidados, com o se esforçar e com o espírito de equipe.  

Se você ensinar e der opção para a criança conhecer o esporte com o qual mais se identifica, ela pode fazer desse compromisso uma superação de seus limites, dos controles de estresse, ansiedade e de alguns tipos de depressão e outros problemas de saúde, que atingem a população de todas as idades.  

Muitas pesquisas no campo da ciência estudam os efeitos da prática de exercícios físicos no cérebro das crianças. O neurocientista Daniel Wolpert afirma que o movimento é único que dá propósito para o cérebro existir. O exercício físico regular deixa o cérebro inteligente racionalmente e equilibrado emocionalmente.  

A prática de exercício traz benefícios em três dimensões:  

  • durante o movimento é liberada a proteína BDNF que faz melhorar em 20% o aprendizado e a memorização, deixando o cérebro mais plástico;  
  • libera dopamina, que dá mais foco, motivação e força de vontade; 
  • produz hormônios como a serotonina, que atua no humor; a epinefrina, que atua na melhora da atenção; e a dopamina, que atua na motivação. 

Todos são neurotransmissores ativados pelo esporte, que pode ser considerado a droga natural para o combate à depressão nos tempos de hoje.  

É mais do que comprovada a importância do esporte, da atividade física, do exercício físico em todas as fases da vida. Os iniciantes e mais novos podem, por meio dessas experiências nas escolas ou clubes, desenvolver o interesse pleno por essas práticas.  

Dessa forma, haverá a promoção da saúde com atividades bem orientadas, com a participação direta dos pais, da escola e dos amigos, promovendo uma formação integral do indivíduo. É muito importante também resgatar as brincadeiras e a recreação, e dessa forma, criar base para futuros atletas com suas capacidades reconhecidas e bem trabalhadas para o futuro do esporte. Quem sabe assim não teremos mais atletas e mais medalhas? 

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Autor(a): Lênin Ramalho
Especialista em Personal Training
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