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Arquivo de qualidade de vida - Recreio da Juventude https://clubefy.fcinco.host/tags/qualidade-de-vida/ Conteúdos Mon, 30 Sep 2024 20:02:35 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://clubefy.fcinco.host/wp-content/uploads/2022/09/icon-grande.png Arquivo de qualidade de vida - Recreio da Juventude https://clubefy.fcinco.host/tags/qualidade-de-vida/ 32 32 O canto como atividade terapêutica  https://clubefy.fcinco.host/o-canto-como-atividade-terapeutica/ https://clubefy.fcinco.host/o-canto-como-atividade-terapeutica/#respond Thu, 12 Sep 2024 17:53:09 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3704 Uma forma de arte muito agradável e uma poderosa ferramenta para melhorar o bem-estar geral e a qualidade de vida. Assim é o canto, uma atividade que promove uma série de benefícios físicos, emocionais e mentais.   O canto geralmente é associado com a expressão de emoções. Quem está triste pode representar a sua infelicidade por […]

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Uma forma de arte muito agradável e uma poderosa ferramenta para melhorar o bem-estar geral e a qualidade de vida. Assim é o canto, uma atividade que promove uma série de benefícios físicos, emocionais e mentais.  

O canto geralmente é associado com a expressão de emoções. Quem está triste pode representar a sua infelicidade por meio de uma canção melancólica, baixinha. Da mesma forma, quem está alegre pode representar o seu êxtase, cantando espontaneamente uma canção alegre, animada e no mais alto volume que conseguir. Mas muito mais do que expressar emoções ou sentimentos, o ato de cantar ativa processos fisiológicos que podem promover o bem-estar e a cura.  

Há estudos que indicam que o canto estimula a produção de hormônios como a dopamina e a oxitocina, responsáveis pela sensação de felicidade. Essas substâncias ajudam a combater sintomas de depressão e ansiedade, promovendo uma sensação geral de bem-estar.  

O professor Guilherme Varela Moterle, cantor com nove anos de experiência no ensino do canto e atuação em coros, já confirmou essa teoria na prática. Ele revela que teve alunos com ansiedade, problemas de falta de atenção e depressão e que o canto ajudou no processo de cura.  

“O canto não desenvolve apenas a música e a própria voz. Ele desenvolve também questões pessoais, como a autossegurança, o medo de encarar o público, a autoconfiança, a disciplina. É uma atividade educativa e terapêutica”, explica.    

Nas aulas de canto, os alunos desenvolvem a parte da percepção musical, com exercícios de escuta, e da técnica vocal, com exercícios vocais cantados e de respiração. Todos os alunos poderão seguir carreira como cantores profissionais, mas nem sempre é esse o objetivo que eles buscam atingir quando buscam uma aula de canto.  

“Alguns querem praticar para conhecer a própria voz, ou cantar para se divertir apenas, pelo prazer de cantar”, explica Guilherme.       

Fisicamente, o ato de cantar melhora a respiração e a postura, fortalece os músculos da face e da garganta e pode até contribuir para o aumento da capacidade pulmonar. Além disso, a vibração gerada pela voz tem um efeito calmante sobre o sistema nervoso, o que contribui para a redução do estresse e da tensão corporal.    

Há também os benefícios sociais. Participar de atividades de canto em grupo, por exemplo, pode promover uma revigorante sensação de pertencimento e interação social e criar um forte senso de comunidade, ajudando as pessoas a se sentirem conectadas umas com as outras. 

Enfim, o canto pode desempenhar um papel importante em um processo de autocuidado e cura, envolvendo o corpo, a mente e as emoções.    

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Pratique esportes e trabalhe melhor  https://clubefy.fcinco.host/pratique-esportes-e-trabalhe-melhor/ https://clubefy.fcinco.host/pratique-esportes-e-trabalhe-melhor/#respond Tue, 27 Aug 2024 19:25:26 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3684 Há quem defenda que os esportes praticados devem ser incluídos no currículo profissional. O entendimento é que os “colaboradores atletas” são mais disciplinados e persistentes, além de terem melhor saúde física e mental, e isso pode ser um diferencial e contar pontos importantes nos processos seletivos. De fato, o esporte desempenha um papel crucial na […]

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Há quem defenda que os esportes praticados devem ser incluídos no currículo profissional. O entendimento é que os “colaboradores atletas” são mais disciplinados e persistentes, além de terem melhor saúde física e mental, e isso pode ser um diferencial e contar pontos importantes nos processos seletivos. De fato, o esporte desempenha um papel crucial na melhora do desempenho no trabalho, de várias maneiras.  

A prática regular de atividades físicas fortalece o corpo e a mente. Há aumento dos níveis de energia e redução do estresse, o que pode resultar em maior capacidade de concentração e foco durante os horários de trabalho. Como atua diretamente na prevenção de doenças, o esporte também é um importante fator para garantir a produtividade e a disposição, e reduzir as faltas e afastamentos por problemas de saúde.  

Colaboradores de todos os níveis hierárquicos podem ainda adotar e aplicar os valores e atributos do esporte na vida corporativa. A disciplina necessária, por exemplo, para manter a rotina esportiva irá refletir nas habilidades essenciais para uma rotina de trabalho eficiente; a mesma gestão de tempo, persistência e equilíbrio exigidos para o esporte são igualmente importantes no ambiente profissional, e se traduzem em mais oportunidades e objetivos atingidos. Da mesma forma, as derrotas, falhas e erros cometidos no esporte, se refletem em flexibilidade, resiliência e determinação para o trabalho. 

Confira o relato de profissionais atletas que mantêm uma rotina de treinos e sentem os reflexos disso na sua qualidade de vida e na produtividade no trabalho:  

Seu Carlos no pódio da Meia Maratona de Caxias do Sul (à direita): muito mais que medalhas e troféus, o esporte para ele é qualidade de vida

“O exercício físico leva para o trabalho uma qualidade extraordinária de vida” 

O auxiliar de higienização Carlos Augusto Leite de Oliveira descobriu a corrida de rua e a maratona há pelo menos 18 anos. Antes praticante de futebol, ele nunca abandonou as atividades físicas e sempre teve consciência da importância delas para a qualidade de vida das pessoas.  

Atualmente, a sua rotina de treinos inclui 10 km de corrida duas vezes por semana. Nos próximos dias, os treinamentos devem se intensificar, visando a participação na Meia Maratona de Porto Alegre, no fim de setembro. No ano passado, ele foi o campeão na categoria Masculino 70+ da Meia Maratona de Caxias do Sul.

Seu Carlos qualifica o exercício físico como “milagre” e “remédio para a vida”. E com facilidade, ele lista os motivos para tanto: o esporte promove mais qualidade de sono, menos cansaço, melhora o preparo físico e mental, exige alimentação controlada e repouso, inibe o consumo de álcool; deixa as pessoas menos angustiadas e mais animadas; e faz com que elas cheguem no trabalho mais tranquilas e otimistas.  

“O exercício inibe coisas ruins na vida e leva para o trabalho uma qualidade extraordinária de vida. Melhora tudo. Eu faço o exercício de manhã, trabalho oito horas e chego em casa na boa, como se não tivesse trabalhado, sem problemas e com bom humor. O exercício rotineiro deixa a pessoa com bom humor. Isso é útil para a vida, para a família e para o trabalho”, ensina.  

Depois de incluir as atividades físicas em sua rotina, Leandro afirma que chega no trabalho com mais disposição e alto astral

“Eu aconselho a prática de atividade física para todo mundo” 

Quem conhece o supervisor de Portaria Leandro Flores não imagina que em algum momento da sua vida ele se considerou “depressivo”. Mas isso foi antes do esporte. Sempre animado, falante e com uma piada pronta para engatar uma conversa, ele credita à prática de atividades físicas a mudança em seu estado mental e na sua disposição para a vida e para o trabalho.  

Há 10 anos treinando em academias, começou a competir pela modalidade de powerlifting, ou levantamento de peso, há um ano e meio. Sua rotina de treinos é de 1h a 1h30min por dia, de segunda a sexta. Em épocas de competição, ele amplia a carga horária e estende as atividades para os sábados também. No ano passado, Leandro foi campeão brasileiro de powerlifting GPA/IPO ao levantar 260 Kg, o novo recorde brasileiro.  

Antes de iniciar a sua rotina de treinos e musculação, Leandro diz que se sentia ofegante após uma simples caminhada. Hoje, nem pensa em parar, tamanha a diferença que percebeu em sua qualidade de vida e na disposição para o trabalho.  

“O esporte interfere muito na minha rotina de trabalho, positivamente. Eu chego com o astral lá em cima, com bastante disposição para fazer o que precisa.”  

A prática de atividade física é o primeiro conselho que dá para todos com quem convive, ressaltando sempre os benefícios que ela trará a longo prazo também.     

“Eu aconselho atividade física para todo mundo, para ver a mudança na qualidade de vida. Com certeza fará a diferença quando a pessoa tiver mais idade. É essencial para a nossa vida. Se todo mundo tirasse um tempo para si, para fazer uma atividade física, nós teríamos um outro mundo hoje, bem melhor.” 

Corrida, bicicleta e natação: as lições do esporte ajudam Luciana a enfrentar os desafios da vida profissional

“O esporte me ajuda a ter foco, disciplina e resiliência” 

Um dos maiores desafios profissionais da vida da supervisora de DHO Luciana Barro aconteceu em meio ao ciclo de preparação para uma maratona. A rotina de treinos para a prova acabou desempenhando também um papel fundamental para que ela lidasse com o estresse e a pressão do momento no trabalho, impactando no seu processo de aprendizado, inteligência emocional e resiliência.  

Luciana nunca foi uma pessoa sedentária. Quando criança, fez ballet e natação; na adolescência, basquete e academia. Agora, na vida adulta, optou por três modalidades: corrida, bicicleta e natação. A rotina de treinos é intensa: de duas a três vezes por semana, duas vezes por dia. Aos fins de semana, são mais de 20 quilômetros de corrida e de 40 a 60 km de bicicleta.  

Ao longo do tempo como atleta, acabou assimilando as lições sobre a vida ensinadas pelo esporte, e tudo o que ele pode fazer pelo seu dia a dia como profissional.  

“O esporte me ajuda a ter foco, disciplina, resiliência e a entender a importância de cada tijolo para a construção da casa. Valorizo a jornada. Ser esportista é um estilo de vida e com ele vem o cuidado com a alimentação, com o consumo de álcool e a convivência com pessoas praticantes de esporte. Tenho muito mais energia e adoeço muito menos.” 

Benefícios da atividade física regular 

  • Combate o excesso de peso 
  • Reduz a pressão arterial 
  • Diminui o riso de doenças cardiovasculares 
  • Ajuda a controlar a glicemia 
  • Diminui o riso de diabetes 
  • Reduz a gordura visceral 
  • Fortalece ossos e articulações 
  • Aumenta a força e a resistência muscular 
  • Promove a sensação de bem-estar 
  • Diminui o estresse 
  • Combate a ansiedade e a depressão 
  • Melhora a qualidade do sono 
  • Aumenta a disposição 
  • Fortalece o sistema imunológico 
  • Melhora o desempenho escolar 
  • Reduz o risco de câncer 
  • Melhora o humor, a disposição e a memória 
  • Aumenta a autoestima 
  • Aumenta a longevidade 

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Pratique exercícios na adolescência e tenha bem-estar mental na vida adulta  https://clubefy.fcinco.host/exercicios-adolescencia-bem-estar-mental/ https://clubefy.fcinco.host/exercicios-adolescencia-bem-estar-mental/#comments Fri, 26 Apr 2024 18:43:21 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3578 Ser ou não ser fisicamente ativo na adolescência irá afetar o estado de espírito ao longo da vida. É o que afirma a segunda edição do State of Mind, estudo realizado pela ASICS – marca de produtos esportivos – divulgada no início de abril. A pesquisa reforça a ligação positiva entre atividade física e bem-estar […]

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Ser ou não ser fisicamente ativo na adolescência irá afetar o estado de espírito ao longo da vida. É o que afirma a segunda edição do State of Mind, estudo realizado pela ASICS – marca de produtos esportivos – divulgada no início de abril. A pesquisa reforça a ligação positiva entre atividade física e bem-estar mental. 

Os resultados são baseados nas respostas de mais de 26 mil pessoas, de 22 países – no Brasil, foram 1000 participantes – entrevistadas no fim de 2023. O estudo indicou que quanto mais ativas as pessoas estiverem, maiores são suas pontuações em bem-estar mental. O score é baseado em 10 traços cognitivos e emocionais: positivo, confiante, composto, resiliente, relaxado, concentrado, calmo, alerta e energizado.  

Os hábitos adquiridos entre os 15 e os 17 anos são fundamentais para estabelecer uma rotina de exercícios para toda a vida, com impacto positivo na saúde mental. Os dados do Brasil indicam que, aqueles que praticaram exercícios físicos regularmente nessa idade, apresentaram pontuações mais altas de estado mental quando adultos, de 65/100, contra 55/100 daqueles que não praticaram. 

Quem abandonou a atividade física antes dos 15 anos, se mostrou 13% menos sereno, 9% menos contente e 7% menos resiliente quando adultos, se comparados com aqueles que mantiveram uma rotina de exercícios entre os 15 e os 17 anos.  

O estudo apontou que, para cada ano adicional que os adolescentes permaneceram engajados em exercícios, havia uma melhora no estado de espírito na idade adulta. A pontuação do estado mental passou de 56/100, nos 15 anos, para 61/100 entre os 20 e 22 anos.  

O estudo considerou como regularmente ativos quem pratica 150 minutos ou mais de atividade física por semana, bastante ativos quem faz de 30 a 149 minutos de exercícios por semana e inativo aqueles que fazem menos de 30 minutos por semana. De forma global, a pesquisa descobriu que as pessoas ativas se sentem 30% mais energizadas, 21% mais confiantes, 19% mais concentradas e 23% mais relaxadas. 

Por fim, a pesquisa mostrou que leva apenas 15 minutos e nove segundos para que a pessoa comece a alcançar uma mudança mental positiva com o exercício. Certamente, é um tempo bem curto para o tanto de benefícios que as atividades irão proporcionar.  

Clique aqui e acesse o estudo completo 

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Como manter um corpo jovem depois dos 60 https://clubefy.fcinco.host/como-manter-um-corpo-jovem-depois-dos-60/ https://clubefy.fcinco.host/como-manter-um-corpo-jovem-depois-dos-60/#comments Thu, 07 Mar 2024 20:31:54 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3509 Com o passar dos anos vamos amadurecendo e as mudanças corporais vão acontecendo. Muitas vezes, não nos damos conta. Até achamos que podemos fazer as mesmas coisas que realizávamos no passado. Um dia, porém, percebemos que não temos mais a mesma força e a mesma massa muscular, e aí começam as dificuldades. Os reflexos são […]

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Com o passar dos anos vamos amadurecendo e as mudanças corporais vão acontecendo. Muitas vezes, não nos damos conta. Até achamos que podemos fazer as mesmas coisas que realizávamos no passado. Um dia, porém, percebemos que não temos mais a mesma força e a mesma massa muscular, e aí começam as dificuldades. Os reflexos são mais lentos, a resistência diminui e pensamos: uma vez eu fazia tudo isso com a maior facilidade! 

Uma das formas mais comuns de se perceber a perda muscular é nas situações de sentar e levantar, subir escada, agachar para pegar algum objeto, ou, até mesmo, a simples ação de se levantar da cadeira. Essa dificuldade tem nome: é a sarcopenia. Ela é considerada uma alteração musculoesquelética, caracterizada pela perda de força e massa muscular a partir dos 60 anos. Essa alteração afeta o equilíbrio e provoca a alteração na marcha biomecânica da caminhada nos indivíduos. É comum vermos pessoas de mais idade com uma postura de tronco mais inclinada à frente, olhando para o chão com medo de cair, ou buscando onde se segurar durante o deslocamento.  

É importante salientar que a sarcopenia é uma doença do envelhecimento que pode ser evitada. Uma das formas de prevenção é com uma alimentação rica em proteínas, que pode reparar a perda da massa muscular que ocorre com o passar dos anos. Outra forma, considerada ainda mais segura e eficaz para garantir um bom resultado na reversão da doença, é a musculação. Ela pode, com as devidas orientações, ofertar um ganho muscular significativo, independente da idade. A ideia de que depois dos 60 não pode fazer força é ultrapassada. Tem que fazer força sim, e aumentar a carga nos exercícios resistidos, para que possa haver modificações fisiológicas e alterações na composição corporal de quem pratica. 

Outras modalidades talvez não tenham o mesmo efeito sobre a doença. A caminhada não vai dar massa muscular. Ela é um exercício cardiovascular, o que também é importante. O exercício funcional ajuda na mobilidade e ganho de força, mas é pouco. Os esportes podem ajudar a sair do sedentarismo, mas a massa magra tem que ser bem específica. O ideal é fazer pelo menos duas modalidades: escolha um treino cardiovascular e outro de força. 

A sarcopenia pode atingir de 5 a 13% das pessoas acima dos 60 anos e chega a 50% das pessoas acima de 80 anos. Mas não se iluda por esses dados. A perda muscular inicia a partir dos 30 anos, principalmente em pessoas sedentárias, com índices de 1 a 2% de perda ao ano, após os 30 anos.  

O exame para detectar em números se alguém está com sarcopenia é o Dexa, que faz as medições das massas magra, óssea, gorda e do percentual de gordura. Outra opção é avaliação da composição corporal com um professor de educação física ou nutricionista. A bioimpedância, que mede a composição corporal completa, dá um resultado mais rápido, mas exige alguns cuidados para não comprometer a realização do exame. 

A influência do exercício físico na sarcopenia vai além da parte estética. A realização de atividades libera hormônios, como endorfinas, que interferem no humor, na autoestima e na autoimagem do praticante. Isso traz a sensação de bem-estar geral, aumenta a circulação sanguínea e influencia no hipocampo cerebral, retardando a incidência da Doença de Alzheimer, por exemplo, principalmente se considerarmos o trabalho de pernas em praticantes de musculação.  

Os efeitos neuroprotetores melhoram com a prática de exercícios resistidos de perna. Há estudos sugerindo que a massa magra está associada a uma melhor função cognitiva, evitando, e em alguns casos, até revertendo, o progresso da sarcopenia. (Fonte: medscape.com). 

 A genética também influencia no aparecimento das doenças. Não precisamos acelerar e facilitar o surgimento delas na nossa vida. Os hábitos saudáveis estão no pacote de prevenção de qualquer doença. Pensamos muito em aproveitar a aposentadoria, viajar e fazer programas com a família, mas, para isso, precisamos de independência e de autonomia. Portanto, sigam as orientações médicas, do geriatra, façam o acompanhamento e mantenham a saúde mental em dia para poder usufruir tudo o que a vida proporciona. 

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Cinco dicas de ouro para a saúde https://clubefy.fcinco.host/cinco-dicas-de-ouro-para-a-saude/ https://clubefy.fcinco.host/cinco-dicas-de-ouro-para-a-saude/#respond Fri, 26 Jan 2024 19:52:48 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3448 A correria do dia a dia muitas vezes nos impede de dedicar um tempo para a saúde, mas é possível, sim, ter uma vida mais saudável. O primeiro passo é abandonar velhos (e nocivos) hábitos e incorporar novas ações e costumes ao cotidiano.   O Recreio da Juventude e a Unimed Nordeste, parceiros em ações de […]

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A correria do dia a dia muitas vezes nos impede de dedicar um tempo para a saúde, mas é possível, sim, ter uma vida mais saudável. O primeiro passo é abandonar velhos (e nocivos) hábitos e incorporar novas ações e costumes ao cotidiano.  

O Recreio da Juventude e a Unimed Nordeste, parceiros em ações de saúde e bem-estar, elencaram cinco dicas fundamentais para manter a saúde. Neste sábado, dia 27 de janeiro, as duas entidades promovem o Wellness Day, um evento exclusivo para associados do RJ. A programação incluirá caminhada guiada, aulas de hidroginástica e dança e massagens. Será um bom momento para iniciar uma mudança na rotina e incorporar alguns cuidados com a saúde ao dia a dia.  

Confira os hábitos que você pode começar a adotar agora mesmo:  

Hidratação adequada 

Lembre-se de beber pelo menos 8 copos de água por dia. Manter-se hidratado é essencial para o bom funcionamento do corpo, ajuda na digestão, regula a temperatura corporal e melhora a saúde da pele.  

Alimentação equilibrada 

Busque uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras. Evite o excesso de alimentos processados, ricos em gorduras saturadas e açúcares. Uma alimentação equilibrada fornece os nutrientes necessários para a saúde geral.  

Atividade física regular 

Inclua pelo menos 30 minutos de atividade física moderada na sua rotina diária. Pode ser uma caminhada, corrida, yoga, natação ou qualquer outra atividade que você goste. A atividade física regular melhora a saúde cardiovascular, fortalece os músculos e contribui para o bem-estar mental.  

Sono de qualidade 

Estabeleça uma rotina de sono consistente, visando de 7 a 9 horas de sono por noite. O sono adequado é crucial para a recuperação do corpo, consolidação da memória, regulação do humor e fortalecimento do sistema imunológico.  

Avaliação física 

O que você não mede, não controla. A avaliação física pode identificar limitações físicas ou biológicas e ainda possibilita a personalização de atividades, potencializando o resultado dos treinos. Quando realizada regularmente, serve como ferramenta 

Wellness Day 

Data: 27 de janeiro, sábado 

Local: Sede Juventude, Recreio da Juventude 

Programação 

  • 9h: caminhada guiada na Pista de Caminhada Unimed
  • a partir das 10h: ação da Unimed Nordeste-RS
  • 10h30min: aulão de hidroginástica
  • 14h: aula de dança
  • Massagens da Clínica Well e alongamentos
  • Entrega de kit saúde para as 300 primeiras pessoas que participarem das avaliações

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Tire um dia para cuidar de você  https://clubefy.fcinco.host/tire-um-dia-para-cuidar-de-voce/ https://clubefy.fcinco.host/tire-um-dia-para-cuidar-de-voce/#respond Wed, 24 Jan 2024 18:14:18 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3425 Pare e pense por um instante: quando foi a última vez que você dedicou um tempo para você? E principalmente, qual foi a última vez que você dedicou um tempo para sua saúde? Tão importante quanto manter uma rotina no trabalho e na família, é imprescindível manter uma rotina de cuidados com o corpo e […]

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Pare e pense por um instante: quando foi a última vez que você dedicou um tempo para você? E principalmente, qual foi a última vez que você dedicou um tempo para sua saúde? Tão importante quanto manter uma rotina no trabalho e na família, é imprescindível manter uma rotina de cuidados com o corpo e com a mente para garantir uma vida saudável.  

O autocuidado ganhou ainda mais espaço e destaque durante a pandemia. Ele está relacionado ao bem-estar próprio e ao atendimento das próprias necessidades e desejos. Quando criamos hábitos de autocuidado na rotina, contribuímos para a melhora da saúde física, espiritual e psíquica. E quando priorizamos o autocuidado, começamos a entender melhor quem somos, o que queremos e como atender às nossas necessidades de forma mais satisfatória. Além de desenvolver o autoconhecimento, o autocuidado melhora a autoestima e a autoconfiança, aumenta a criatividade e a produtividade e ajuda a controlar a ansiedade.  

Podemos trabalhar o autocuidado em quatro frentes. O físico, com os cuidados com o corpo, manter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas e ter boas noites de sono; o emocional, estar conectado com as emoções e ir em busca de autoconhecimento; o social, manter conexões e interações com outras pessoas a partir da construção de bons relacionamentos; e o espiritual, a manutenção de uma rotina de meditação, contato com a natureza ou uma crença que te faça bem e em que você acredita.  

Nem sempre é fácil colocar o autocuidado em prática. É comum justificarmos com a falta de tempo e a correria do dia a dia o descaso com a saúde e o bem-estar. Mas sim, precisamos parar por alguns momentos e dedicar uma atenção bem especial a nós mesmos, tendo o cuidado com os excessos e o que não é autocuidado. Fazer algo por obrigação deve ser evitado, pois apenas suga as energias e não reflete no bem-estar.    

Que tal começar agora?  

Uma caminhada, uma aula de hidroginástica ou de dança, uma massagem ou um alongamento podem ser uma boa pedida para dar início a uma rotina de autocuidados.  

Neste sábado, 27 de janeiro, tem Wellness Day no Recreio da Juventude, em parceria com a Unimed Nordeste. As atividades – exclusivas para associados – serão realizadas na Sede Juventude, a partir das 9h.  

Confira a programação: 

  • 9h: caminhada guiada na Pista de Caminhada Unimed
  • a partir das 10h: ação da Unimed Nordeste-RS
  • 10h30min: aulão de hidroginástica
  • 14h: aula de dança
  • Massagens da Clínica Well e alongamentos
  • Entrega de kit saúde para as 300 primeiras pessoas que participarem das avaliações

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O papel do esporte no tratamento do diabetes mellitus  https://clubefy.fcinco.host/o-papel-do-esporte-no-tratamento-do-diabetes-mellitus/ https://clubefy.fcinco.host/o-papel-do-esporte-no-tratamento-do-diabetes-mellitus/#respond Thu, 07 Dec 2023 13:49:34 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3324 Nos dias que antecederam o seu aniversário de seis anos, Giulia Taufer Panigaz começou a sentir mais sede que o normal, a ter mal-estar e crises de vômito. Já no hospital e após uma semana de UTI em observação, veio a confirmação do diagnóstico de diabetes tipo 1. Hoje, aos oito anos, a pequena tem […]

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Nos dias que antecederam o seu aniversário de seis anos, Giulia Taufer Panigaz começou a sentir mais sede que o normal, a ter mal-estar e crises de vômito. Já no hospital e após uma semana de UTI em observação, veio a confirmação do diagnóstico de diabetes tipo 1. Hoje, aos oito anos, a pequena tem uma rotina adaptada à doença e encontrou no esporte uma maneira de superar os sintomas e a levar uma rotina mais leve e saudável.   

Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz. O tipo 1, como o de Giulia, é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca células e impede a liberação da insulina para o corpo. Assim, a glicose fica no sangue, ao invés de ser usada como energia.  

O tratamento é com insulina, medicamentos, alimentação planejada e a prática de atividades físicas. Giulia praticava ginástica artística quando descobriu a doença. Ao longo desses dois anos convivendo com a diabetes, a família buscou incentivá-la a descobrir outras modalidades. Depois da ginástica artística e da natação, é ao vôlei que a pequena está se dedicando agora. Ela pratica a modalidade duas vezes por semana, com bons resultados no controle da doença.  

“Nos dias que ela pratica, percebemos que a glicemia – taxa de glicose no sangue – fica muito mais estável. Nos dias que ela não tem esporte, afeta bastante e a glicemia muda drasticamente. O esporte ajuda a reduzir a glicemia, o que é bom porque ela consegue comer sem uma dosagem tão alta de insulina. Quantos menos precisar, melhor”, afirma a mãe, Cristiane Taufer.  

O papel do esporte no tratamento do diabetes mellitus
A prática do vôlei está ajudando Giulia no controle da doença

De acordo com ela, é importante escolher uma atividade que a criança goste e tenha prazer em praticar, para garantir a incorporação à rotina de forma mais fácil. 

Biologicamente falando, a prática de atividades físicas atua diretamente na redução da resistência à insulina e na melhora da glicemia. Durante a contração dos exercícios, os músculos produzem substâncias que agem nos próprios músculos e em vários órgãos. Essas substâncias transformam as gorduras em geradores de energia, reduzem a resistência à insulina, melhoram a taxa de glicose no sangue e reduzem o apetite. 

De acordo com a endocrinologista Priscila Nobre Dantas Mattje, a prática de atividades físicas por pessoas com diabetes diminui o risco das complicações da doença e comorbidades que podem acompanhá-la. Segundo ela, é recomendado que adultos façam, pelo menos, 150 minutos de exercícios físicos por semana, divididos em três dias consecutivos; e crianças, 60 minutos por dia.  

“Não é interessante ser ‘atleta de fim de semana’, até pelo risco de lesão. A princípio qualquer atividade pode ser feita, a não ser que o indivíduo esteja com diabetes descompensada, tenha retinopatia e daí o exercício intenso pode piorá-la, ou tenha alguma doença osteoarticular ou cardíaca. Cada caso deve ser avaliado”, explica a médica.  

Ela recomenda mesclar os exercícios aeróbicos, como caminhada, bicicleta, natação e futebol, com os anaeróbicos, como musculação, yoga e pilates. “Se a pessoa precisa de insulina, é importante seguir as recomendações do seu médico e do seu nutricionista, quanto aos horários das atividades, alimentação e doses de insulina”, completa a dra. Priscila.  

Pratique atividades físicas

Recomendações de exercícios físicos para pessoas com diabetes da Associação Americana de Diabetes (ADA): 

  • Crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, tipo 2 ou pré-diabetes devem participar de 60 minutos por dia ou mais de atividade aeróbica de intensidade moderada ou vigorosa, com atividades vigorosas de fortalecimento muscular e fortalecimento ósseo por pelo menos 3 dias na semana.  
  • Pacientes adultos devem praticar, pelo menos, 150 minutos por semana de atividade física aeróbia de moderada a vigorosa intensidade, pelo menos três vezes por semana. – Durações mais curtas, de no mínimo 75 minutos por semana, de intensidade vigorosa ou treinamento intervalado podem ser suficientes para indivíduos mais jovens e com melhor condicionamento físico. 
  • Na ausência de contraindicações, pacientes devem realizar treino de resistência de duas a três vezes por semana, em dias não consecutivos.  
  • Recomenda-se a redução do tempo “sedentário”, particularmente com intervalos nas atividades sentadas, que devem ser interrompidas, pelo menos, a cada 30 minutos. 
  • Recomenda-se treinamento de flexibilidade e equilíbrio de duas a três vezes por semana para idosos com diabetes. O yoga e o tai chi podem ser incluídos com base nas preferências individuais para aumentar a flexibilidade, força muscular e equilíbrio. 

Dia Mundial da Diabetes

O Dia Mundial da Diabetes é comemorado desde 1991, em 14 de novembro. A data é o aniversário de Sir Frederick Banting, co-descobridor da insulina, juntamente com Charles Best. 

Grupo Gotas de Vida

Em Caxias do Sul há um grupo de pais, familiares, responsáveis e pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), o Gotas de vida. O grupo foi criado para o compartilhamento de informações e para a busca de melhorias no tratamento, com foco em qualidade de vida, independência, inclusão e liberdade. O contato pode ser feito pelo Instagram @gotas_de_vida_dm1. 

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Melhor idade ativa é sinônimo de saúde  https://clubefy.fcinco.host/melhor-idade-ativa-sinonimo-saude/ https://clubefy.fcinco.host/melhor-idade-ativa-sinonimo-saude/#respond Thu, 30 Nov 2023 18:28:38 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3220 Há muito que o envelhecimento deixou de ser visto como a etapa da vida para a solidão e o recolhimento. É na melhor idade que o convívio social e a atividade física regular se tornam ainda mais importantes, pelos inúmeros benefícios que proporcionam ao corpo e à mente. Ter uma melhor idade ativa é sinônimo […]

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Há muito que o envelhecimento deixou de ser visto como a etapa da vida para a solidão e o recolhimento. É na melhor idade que o convívio social e a atividade física regular se tornam ainda mais importantes, pelos inúmeros benefícios que proporcionam ao corpo e à mente. Ter uma melhor idade ativa é sinônimo de saúde.  

Independentemente da idade, as necessidades psicológicas e sociais do indivíduo permanecem [1]. Portanto, é viável afirmar que o idoso almeja manter suas relações sociais, participar dos eventos socioculturais e momentos de lazer da comunidade. E melhor ainda se entre as atividades cotidianas dos mais experientes estiver incluída uma rotina de exercícios físicos e esportes.  

Segundo Ueno [2] a participação em um programa de atividade física regular ajuda a retardar o declínio da capacidade funcional. Três modalidades de atividades físicas – dança, musculação e atividades aquáticas – se destacam na melhora da capacidade funcional dos idosos, se forem praticadas de forma regular, sistemática e bem orientada. Elas são consideradas muito eficazes para a manutenção dos componentes da saúde dos idosos. 

O exercício planejado, estruturado e repetitivo, atua no aumento ou na manutenção da saúde e da aptidão física. [3][4] A prática de exercícios físicos reduz o risco da mortalidade por doença cardiovascular, hipertensão e diabetes, além de trazer benefícios para a saúde mental e cognitiva, para o sono e para a memória. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 300 minutos de atividade física semanal para combater os riscos de sedentarismo.    

Podemos destacar ainda a importância dos jogos, que funcionam como uma ginástica para o cérebro e estímulo à capacidade cognitiva, além de, certamente, proporcionarem momentos de diversão e boas risadas. Segundo Piaget [5] “os jogos com regras são a atividade lúdica do ser socializado”. Por meio dos jogos, os indivíduos utilizam suas inúmeras habilidades, sejam elas motoras ou psíquicas, e tornam-se conscientes das suas decisões, exercitando a criatividade, interagindo com as diferenças e trabalhando as parcerias, o que irá contribuir para o estabelecimento de afinidades e trocas de experiências.  

[1] SIQUEIRA, M. E. C. Teorias Sociológicas do envelhecimento. Rio de Janeiro, 2002. 

[2] UENO, L. M. Influência da atividade física na capacidade funcional: envelhecimento. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, Pelotas, v. 4, n. 1, p. 57-68, 1999. 

[3] C J CASPERSEN, K E POWELL, G M CHRISTENSON. Physical activity, exercise, and physical fitness: definitions and distinctions for health-related research. Boston, 1985. 

[4] COLBERG et al. Physical Activity/Exercise and Diabetes: A Position Statement of the American Diabetes Association. Tate, D.F., 2016. 

[5] PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. 3ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1978. 

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Saúde mental no trabalho deve ser prioridade https://clubefy.fcinco.host/saude-mental-ambiente-trabalho/ https://clubefy.fcinco.host/saude-mental-ambiente-trabalho/#respond Mon, 09 Oct 2023 18:35:51 +0000 https://www.recreiodajuventude.com.br/blog/?p=3091  O trabalho tem um significado diferente para cada pessoa. Para algumas, é um meio de subsistência; para outras, estrutura a personalidade; para outras, pode ser fonte de proteção. Mas para algumas pessoas, pode representar um risco para a saúde mental. Os espaços de trabalho são considerados por alguns especialistas como os principais impulsionadores de problemas […]

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 O trabalho tem um significado diferente para cada pessoa. Para algumas, é um meio de subsistência; para outras, estrutura a personalidade; para outras, pode ser fonte de proteção. Mas para algumas pessoas, pode representar um risco para a saúde mental. Os espaços de trabalho são considerados por alguns especialistas como os principais impulsionadores de problemas psicológicos. 

Os dados relativos à saúde mental no trabalho são impactantes. O relatório Diretrizes sobre Saúde Mental no Trabalho, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em setembro de 2022, indica que 12 bilhões de dias de trabalho são perdidos anualmente por causa da depressão e da ansiedade, o que gera um custo de um trilhão de dólares para a economia global. O estudo apontou que 301 milhões de pessoas viveram com ansiedade e 280 milhões com depressão em 2019; além do registro de 703 mil suicídios no mesmo ano.  

O trabalho ocupa uma parte significativa da nossa vida. Passamos a maior parte dos nossos dias no local de trabalho. A pressão por prazos, a cobrança por produtividade e resultados, podem afetar o bem-estar mental dos trabalhadores. De acordo com a psicóloga Stefani dos Santos ter um contexto social e organizacional disfuncional, e exigências físicas e emocionais excessivas, que anulam a subjetividade de cada profissional, são fatores muito prejudiciais aos colaboradores. 

“Por vezes, as empresas não disponibilizam um espaço de construção, acolhimento e reconhecimento, que são fatores essenciais para a nossa saúde mental. Assim, inibem a autonomia e a singularidade de cada trabalhador”.  

De acordo com ela, é preciso construir um muro de defesa e aprender a administrar as situações do dia a dia, não fazer tudo para tudo e para todos a todo momento. Manter a saúde mental em dia permite o manejo das emoções. “E sem o manejo correto a nossa aprendizagem fica prejudicada, assim como a nossa comunicação, a formação e a manutenção dos nossos relacionamentos”. 

É possível identificar quando a saúde mental não está bem a partir de sinais físicos e psicológicos, como a irritabilidade, o isolamento, a diminuição da atenção e concentração, episódios de estresse agudo, faltas e atrasos constantes, agressividade, entre outros. Esses comportamentos podem se manifestar de forma abrupta ou tácita.  

As empresas têm um papel fundamental na manutenção da saúde mental dos trabalhadores. Elas devem focar seus esforços para o cultivo de um ambiente que estimule a autonomia, a comunicação assertiva, o reconhecimento e que nutra a cooperação entre colegas e equipes. “As empresas devem disponibilizar um ambiente com condições de trabalho saudáveis e isento de exigências físicas e psicológicas excessivas”, completa Stefani. Pessoalmente, para fortalecer a saúde mental no trabalho é preciso ter autoconhecimento, autocuidado e cuidado apoiado. “É preciso ter relações saudáveis, comunicação clara, cooperação e reconhecimento. É necessário manter o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho”, afirma a psicóloga.   

Iniciativas que podem ser adotadas pelas empresas para a manutenção da saúde mental dos trabalhadores: 

  1. Criação de um ambiente de trabalho saudável: promover uma cultura de apoio, onde os colaboradores se sintam à vontade para compartilhar suas preocupações e buscar ajuda   
  1. Programas de prevenção e conscientização: manter programas sobre saúde mental, palestras, workshops e treinamentos pode ajudar os funcionários a identificar os sinais de estresse e ansiedade, além de ensinar estratégias para lidar com essas questões. 
  1. Acesso a profissionais de saúde mental: As empresas podem oferecer acesso a profissionais de saúde mental, como psicólogos ou terapeutas, para que os funcionários possam buscar ajuda quando necessário.  
  1. Flexibilidade no trabalho: Permitir que os funcionários tenham horários flexíveis ou a possibilidade de trabalhar remotamente pode ajudar a reduzir o estresse.  
  1. Políticas de combate ao assédio e discriminação: Implementar políticas rigorosas contra o assédio e a discriminação no local de trabalho é fundamental para criar um ambiente seguro e saudável para todos os funcionários. 
  1. Apoio à liderança: treinar líderes e gestores para reconhecer e lidar com questões de saúde mental entre os membros de suas equipes é essencial.  

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Artigo: O que o Butão me ensinou sobre Cultura Organizacional https://clubefy.fcinco.host/artigo-o-que-o-butao-me-ensinou-sobre-cultura-organizacional-artigo/ https://clubefy.fcinco.host/artigo-o-que-o-butao-me-ensinou-sobre-cultura-organizacional-artigo/#respond Thu, 03 Aug 2023 14:44:45 +0000 https://www.recreiodajuventude.com.br/blog/?p=2868 Você já ouviu falar em FIB (Felicidade Interna Bruta)?  É a forma como o Butão, um pequeno país no sul da Ásia, mede seu desenvolvimento. Diferente do que usamos na maioria dos países do ocidente, o PIB.  Nos anos 40 foi criado o PIB (Produto Interno Bruto), uma forma de medir o desenvolvimento. Representa a […]

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Você já ouviu falar em FIB (Felicidade Interna Bruta)? 

É a forma como o Butão, um pequeno país no sul da Ásia, mede seu desenvolvimento. Diferente do que usamos na maioria dos países do ocidente, o PIB. 

Nos anos 40 foi criado o PIB (Produto Interno Bruto), uma forma de medir o desenvolvimento. Representa a soma (valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região (países, estados ou cidades), durante um período determinado (mês, trimestre, ano, etc). O PIB é um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia e tem o objetivo de quantificar a atividade econômica de uma região (fonte: wikipedia). 

No Butão é utilizado o FIB (Felicidade Interna Bruta), criado na década de 70, conta 9 indicadores: saúde, educação, governança política, vitalidade comunitária, preservação do meio ambiente, uso do tempo, bem-estar psicológico, padrão de vida e cultura (Fonte: Sete dias no Butão: o que aprendi sobre felicidade). 

Mas o que o PIB e o FIB tem de relação com cultura? 

No livro Walking the talk, A Cultura através do Exemplo, Carolyn Taylor traz o conceito de cultura como “conjunto de padrões de comportamento que são encorajados ou permitidos ao longo do tempo. É o resultado das mensagens recebidas sobre como se espera que as pessoas se comportem”. Ou seja, não importa necessariamente a Missão, Visão e Valores divulgada nos sites, redes sociais e escritas na parede. Cultura é o que fazemos no dia a dia e ela pode ou não estar alinhada ao que está escrito. Afinal, papel aceita qualquer coisa. No Butão, por exemplo, um dos indicadores de desenvolvimento é Governança Política, sabe-se que governantes eficientes, competentes e honestos geram felicidade e eles foram além. 

O FIB percebeu que as pessoas são mais felizes participando e fazendo escolhas na política, então o próprio Rei – Jigme Single – democratizou o Butão, transformou o sistema político em monarquia parlamentarista com eleições para cargos executivos e legislativos. Também criou uma lei que ele ou qualquer um dos seus sucessores pudesse ser afastado por impeachment e precisa renunciar, automaticamente, ao completar 60 anos. Sendo, desta forma, o único país do mundo a democratizar sem guerra, nem pressão popular. 

Exemplo de valor do que é dito e feito alinhados.   

Outra dimensão do FIB é o Bom Uso do Tempo e nesta dimensão são avaliadas quantidade de horas dedicada ao sono, trabalho, socialização, cultura e lazer. Para isso a universidade Real do Butão trabalha em adaptações do FIB para o urbanismo, transformando-o em diretrizes para planejar e administrar cidades, tornando-as mais “humanas”. 

Importante, nesta dimensão, fazer uma pesquisa sobre o PIB. 

Uma apresentação de fevereiro de 2023 da Genial Investimentos, informa os três países com maior PIB no mundo, são eles: EUA, China e Japão. Interessante relacionar a lista do PIB com outra lista, a de países com maior nível de Burnout do mundo. Através da International Stress Management Association (Isma-BR), sabemos que este pódio é do Japão, seguido por nada mais nada menos que nós, os brasileiros!   

Deixo aqui a reflexão: quantas pessoas têm ótimas condições de vida e vivem em um país com PIB alto, mas não conseguem ter condições adequadas de sono e alimentação? 

Aliás, o maior país em PIB do mundo também tem a população mais obesa. 

Voltando ao FIB… outro indicador importante é a preservação ambiental: 72% do solo butanês é coberto por floresta, bem mais que os 51% que são demarcados como área de proteção ambiental. A constituição do país diz que 60% do solo butanês deve permanecer coberto por florestas para sempre.  

Mais uma vez este pequeno (grande) país se destacando: é o único do mundo que absorve mais do que emite gás carbônico. Curiosidade: existe um Ministro das Florestas! 

Voltando ao conceito de cultura, nós, humanos, somos basicamente seres tribais, nosso modelo mental é construído para nos adaptar à nossa tribo. É uma estratégia de sobrevivência interpretar os sinais e adequar nossos comportamentos. Se não tivermos sucesso nessa adaptação, ou deixamos a tribo ou ela nos expulsará. 

Nesse sentindo todos nós conseguimos observar culturas que levam as pessoas em seu máximo potencial emocional e intelectual, em que os membros colaboram entre si e obtém resultados extraordinários. Eu já tive UMA vivência neste tipo de cultura em minha vida profissional. 

Também podemos observar um grupo de pessoas bem-intencionadas transformarem-se em pessoas egoístas e competitivas entre si. Os resultados falam por si mesmo. 

E como fazemos essa mudança de cultura? 

Simplificando (muito) o que Carolyn traz no livro (sugiro a leitura), é identificar em que ponto a organização está e para onde ela quer ir. 

– identificar os comportamentos, símbolos e sistemas dessa organização: 

–  mudar uma quantidade significativa das fontes das mensagens; 

– envolver os líderes (de alta gestão, formais ou informais) nessa transformação cultural e mudança de mensagens. 

Lembrando que cultura é o que REALMENTE é valorizado, é demonstrado pelo que as pessoas FAZEM e não pelo que elas dizem. Não adianta ter em seus valores os colaboradores no centro se estes não são realmente valorizados seja financeiramente ou pelo salário emocional.   

E é isso que o Butão me ensinou sobre cultura organizacional. Eles têm valores claros e fazem com que pessoas, processos e ferramentas garantam que essa cultura se perpetue. 

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