foxiz-core domain was triggered too early. This is usually an indicator for some code in the plugin or theme running too early. Translations should be loaded at the init action or later. Please see Debugging in WordPress for more information. (This message was added in version 6.7.0.) in /home2/fcincoho/clubefy/wp-includes/functions.php on line 6131O post Aprendizagem ativa: um novo modelo para a educação apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O mundo tem evoluído em diversos setores em proporções difíceis de acompanhar. Todos os dias, novas descobertas são feitas e novas técnicas são criadas. Falando de educação, o cenário não poderia ser diferente. Os modelos tradicionais já não acompanham mais o mundo tecnológico em que as crianças estão sendo inseridas desde bebês. O tradicional se tornou ultrapassado e, frente a isso, novos formatos estão surgindo. Podemos citar a aprendizagem ativa com um deles.
A aprendizagem ativa está se consolidando como uma abordagem pedagógica eficaz, especialmente benéfica para o desenvolvimento integral das crianças. Este método coloca os alunos no centro do processo educativo, promovendo a participação, a curiosidade e a autonomia. A aprendizagem ativa na educação é uma abordagem pedagógica que envolve os alunos de forma direta e participativa no processo de aprendizado. Ao contrário do modelo tradicional, onde os estudantes assumem um papel passivo e apenas recebem informações, a aprendizagem ativa incentiva a interação, a discussão, a resolução de problemas e a aplicação prática dos conhecimentos. Alinhada com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essa abordagem é fundamental para desenvolver competências essenciais, como o pensamento crítico, a colaboração e a resolução de problemas, preparando os alunos para enfrentar desafios do mundo real de maneira mais eficaz.
Contudo, a implantação da aprendizagem ativa enfrenta desafios. A transição do ensino tradicional para essa metodologia exige uma reestruturação do planejamento curricular e das práticas pedagógicas. Além disso, é necessário investir em recursos adequados e na infraestrutura escolar. A resistência de alguns docentes, habituados a métodos tradicionais, também pode ser um obstáculo (Ferreira, 2021).
Preparar os docentes para a prática da aprendizagem ativa é crucial. A formação continuada é essencial, oferecendo oportunidades de atualização e desenvolvimento profissional. Cursos de capacitação, oficinas práticas e comunidades de aprendizagem entre professores são estratégias eficazes. A criação de uma cultura escolar que valorize a experimentação e o aprendizado colaborativo é fundamental para o sucesso dessa abordagem (Oliveira, 2022).
Ao investir na aprendizagem ativa, os pais e as escolas contribuem para uma educação mais significativa e alinhada com as demandas contemporâneas. Ela prepara os alunos para um mundo em constante mudança, desenvolvendo habilidades de pensamento crítico, resolução de problemas e adaptabilidade. Valorizada pelo mercado de trabalho atual, essa abordagem promove competências como colaboração e comunicação. Além disso, ela atende a diferentes estilos de aprendizagem, promovendo inclusão e equidade. A aprendizagem ativa mantém os estudantes engajados e motivados, o que é essencial para um aprendizado eficaz, e desenvolve habilidades metacognitivas, tornando-os aprendizes autônomos e eficazes ao longo da vida. Em suma, ela é vital para enfrentar os desafios do século XXI e promover uma educação de qualidade.
Referências
Ferreira, M. (2021). Desafios na implementação da aprendizagem ativa. Revista Pedagógica, 15(3), 45-58.
Oliveira, A. (2022). Formação continuada para docentes na aprendizagem ativa. Educação em Foco, 18(1), 32-47.
Silva, J. (2020). Impacto dos projetos interdisciplinares no ensino de ciências. Ciência e Educação, 22(4), 123-137.
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]]>Famílias e educadores estão enfrentando um novo desafio: compreender a primeira geração nascida totalmente no século XXI, entre 2010 e 2025, e que ao nascer já está exposta aos fenômenos cotidianos da era digital, tão inerentes aos indivíduos contemporâneos. Mas uma das certezas sobre a chamada Geração Alpha é a necessidade de reinvenção da educação.
Os Alpha são caracterizados pelas habilidades tecnológicas avançadas. Eles são considerados mais evoluídos e inteligentes, mas também são reconhecidos pelas dificuldades de aprendizagem, de atenção e de socialização, causados, essencialmente, pelo excesso de telas. Em meio à grande quantidade de informações a que são expostas, é comum essas crianças e adolescentes questionarem o papel da escola. Como têm a informação a um clique, ao alcance da mão, eles não veem sentido em ir para a escola.
Em contraponto a isso, a pedagoga Simone Selbach, com 37 anos de experiência como professora e coordenadora pedagógica, aponta a escola como o espaço da conexão, de dar sentido a todo o conhecimento apreendido e de atuar como filtro para esse grande fluxo de informações. Para que isso aconteça, ela entende que os alunos precisam sair da sala de aula, praticar atividades físicas, ter contato com a natureza e novas experiências, voltarem a brincar e voltarem a ser crianças.
“Não dá para ficar somente no aprendizado dos livros, temos que entender os conceitos e vivê-los. Os alunos precisam explorar o mundo e movimentar o corpo. A escola precisa ser um grande projeto de pesquisa, que explore múltiplas linguagens”, defende.
Em paralelo, as escolas precisam oferecer espaços para o desenvolvimento emocional dos seus alunos. De acordo com a psicóloga Mariana Selbach Castilhos, a Geração Alpha é hiperdigitalizada, mas pouco social. É necessário e importante garantir um processo humanizador ao desenvolvimento dessas crianças e adolescentes.
“O que eu sinto? Como eu ajo? Como eu lido com minhas dores, medos e tristezas? A escola precisa ter um espaço para trabalhar isso nos alunos”, afirma Mariana.
Quanto às telas, o recomendado é mantê-los o mais longe possível de televisão, celulares, tablets, smartphones e computadores. Essa é uma das orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) relacionadas ao desenvolvimento em saúde das crianças.
“Dos 0 aos 2 anos, o ideal é não expormos as crianças às telas. Via de regra, o olho e o cérebro dessa criança não estão preparados para o excesso de informação desses dispositivos”, explica Mariana. Segundo ela, o ideal, se for realmente necessária a exposição às telas, que seja feita por período curtos, em momentos diferentes, intercalados ao longo do dia, e sempre sob supervisão de um adulto, que monitore tudo o que a criança estiver vendo e com quem ela estiver interagindo.
Aos pais, cabe a tarefa de estarem presentes e incentivarem os três A’s do desenvolvimento infantil: da autonomia, do “eu consigo fazer”; da autoria, do “eu consegui fazer, do eu que fiz”; da autoestima, “eu sei fazer, eu não preciso que você faça por mim”. Deixá-las fazer, do jeito delas, pequenas tarefas de casa, é uma boa forma de colocar isso em prática. Assim, os adultos estão dizendo para a criança que confiam nela, e se um adulto confia nela, a tendência é que elas confiem em si próprias também. Por consequência, teremos adolescentes fortalecidos para evitar abusos e repelir comportamentos inadequados que venham a sofrer, por exemplo.
“O maior presente que se dá para alguém é a presença. As crianças precisam de um lar saudável, que as respeitem e validem, e em que haja qualidade no relacionamento familiar. Elas precisam se sentirem amadas para crescerem. As crianças precisam confiar nos adultos”, afirma Simone.
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]]>Atualmente, para a maioria das crianças, a diversão está associada ao uso telas. Esse interesse, tem causado uma apreensão comum entre pais, educadores e profissionais da saúde, pois a permanência em frente aos dispositivos eletrônicos tem se estendido cada vez mais.
“Equilibrar as horas de jogos on-line com atividades esportivas, brincadeiras, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza é garantir insumos para o crescimento e desenvolvimento com afeto e alegria” (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2016, p. 03).
Essa tecnologia oferece muitos benefícios educacionais e entretenimento, porém nota-se que há um consenso crescente de que experiências práticas e interativas são mais valiosas para o desenvolvimento infantil.
De acordo com Larossa (2002), “A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca.” A experiência é composta pelos acontecimentos que vivemos e que nos afetam de maneira significativa, moldando nossas percepções, sentimentos e compreensão de mundo. Vivências como brincar ao ar livre, participar de jogos criativos, realizar experimentos científicos, explorar a natureza e engajar-se em atividades artísticas são essenciais para o desenvolvimento físico, emocional, social e cognitivo das crianças.
Essas atividades promovem habilidades motoras, criatividade, resolução de problemas, cooperação e empatia, algo que o tempo excessivo diante de telas não proporciona de forma tão rica.
Incentivar atividades diversificadas pode ajudar as crianças a desenvolverem uma gama mais ampla de habilidades e a terem experiências mais significativas. Para isso, é importante encontrar um equilíbrio saudável que permita as crianças a desfrutarem dos benefícios da tecnologia, sem a perda das oportunidades de aprendizado e diversão.
Referências
LARROSA, Jorge Bondía (2002) – Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Espanha. Disponível em: Jorge_Larrosa_1_.pdf (usp.br).
Sociedade Brasileira de Pediatria. Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital. Manual de Orientação. Departamento de Adolescência. no.1, outubro de 2016. 13p. Disponível em: 19166d-MOrient-Saude-Crian-e-Adolesc.pdf (sbp.com.br).
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]]>Sabemos que as crianças são curiosas, questionadoras, constantemente estão observando e levantando questões sobre o funcionamento do mundo. Como nós adultos, elas se constituem na e pela experiência.
Assim, é fundamental que os espaços educativos em que as crianças estão imersas, ofereçam-lhes as melhores situações cotidianas e proporcionem experiências humanizadoras, culturais e estéticas.
Quanto maior for o seu repertório de boas referências, maior será a sua capacidade de criar, de refletir, de ser crítica, humana e de intervir de modo positivo no mundo.
Assim, é significativo que a criança (e o adulto também!) tenha acesso à literatura de qualidade, pois ela proporciona a aproximação com diferentes mundos e culturas, com a diversidade, com formas distintas de pensar e agir, com possíveis maneiras de resolver problemas do cotidiano, com diversas linguagens e com diferentes emoções.
Ouvir histórias e manipular o objeto livro contribui para ampliação do repertório de imagens, de traços, cores, materiais, materialidades, da cultura do escrito, de vocabulário levando à ampliação da leitura de mundo para além do que está escrito.
Nesse contexto, os responsáveis pela formação das crianças desempenham o importante papel de ajudá-las a se aproximar da obra literária, emprestando a sua voz e os seus gestos para que elas tenham contato com o texto escrito, através da história lida, e para que possam aprofundar a forma de olhar e analisar as imagens – suas cores, detalhes, materiais utilizados.
Observar ainda o diálogo entre o texto escrito e as imagens, através da mediação de um adulto ou de outra criança, favorece às meninas e aos meninos a possibilidade de ampliação do olhar, das experiências, da análise e maior compreensão de mundo, da estruturação da fala e expansão de vocabulário.
Que todos tenham um olhar zeloso quanto à curadoria dos livros, cuidando para que realmente contemplem textos e imagens de qualidade, bem como projetos gráficos ricos de possibilidades, fugindo de textos e imagens que reforcem estereotipias, o que certamente contribuirá para que a criança evolua também em relação à sua forma gráfica de representação do mundo (desenhos), que desenvolva ainda mais sua comunicação verbal e não verbal, além da criatividade, do senso estético, ético e crítico.
Obras literárias de qualidade são pequenos museus que favorecem ricas experiências estéticas e explorá-las junto com as crianças abre portas para novos encontros, trocas, pensamentos e afetividades.
Referências
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular.
BONDIA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro , n. 19, p. 20-28, abr. 2002 . Disponível em <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782002000100003&lng=es&nrm=iso>. acesso em 24 set 2023
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: ___. Vários Escritos. 5 ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul/ São Paulo: Duas Cidades, 2011.
FRIEDMANN, Adriana. A vez e a voz das crianças: escutas antropológicas e poéticas das infâncias. São Paulo, Panda Books, 2020.
HOYUELOS, Alfredo. A estética no pensamento e na obra pedagógica de Loris Malaguzzi. São Paulo: Phorte, 2020.
PACOVSKA, Kveta. Entrevista. In: SOBRINHO, Javier. Entrevista Kveta Pacovska. Revista Emília [online]. Entrevista concedida em 18 de fevereiro de 2013. Disponível em: https://emilia.org.br/kveta-pacovska/ Acesso em: 24 set 2023.
RAMOS, Flávia Brocchetto; PAIVA, Ana Paula Mathias. A dimensão não verbal no livro literário para criança. Revista Contrapontos, v. 14, n. 3, p. 425-447, dez. 2014.
RAMOS, Graça. A imagem nos livros infantis: caminhos para ler o texto visual. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011.
RINALDI, Carlina. A pedagogia da escuta: a perspectiva da escuta em Reggio Emilia. In: EDWARDS, Carolyn; GANDINI, Lella; FORMAN, George. As cem linguagens da criança: a experiência de Reggio Emilia em transformação. Porto Alegre: Penso, 2016, p. 235-247.
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]]>Imagine uma sala de aula cheia de crianças sentadas em suas classes, ouvindo uma explicação do professor por quatro horas. Se você ficou entediado só de pensar, tem uma ideia de como é a rotina dos alunos que passam por isso todos os dias. Mas, felizmente, há sinais de mudança e evolução no processo de ensino, de forma a deixar tudo mais atrativo e divertido. É a aprendizagem ativa, um novo caminho para as escolas.
O conceito de aprendizagem ativa enfatiza o envolvimento direto dos alunos no processo de aprendizagem, promovendo uma participação mais dinâmica e colaborativa. É o oposto do modelo tradicional de ensino, em que os alunos apenas ouvem, ouvem e ouvem conteúdos transmitidos pelos professores. Na aprendizagem ativa, eles recebem todo o incentivo para explorar, questionar, discutir e aplicar conceitos. E são convidados a testar na prática, ou colocar em prática, o que estão aprendendo. O tempo todo.
Imagine a mesma turma de alunos quando, em vez de só ouvirem o professor falar sobre energia eólica, puderem elaborar e colocar em funcionamento um projeto, aplicando conceitos de matemática, física e biologia? Ou em vez de só ouvirem o professor falar sobre a coagulação do sangue ou de que forma o metal oxida, puderem observar esses processos em um laboratório de biologia e de química? Certamente, o dia a dia na escola ficará bem mais desafiador, estimulante e atrativo, e eles serão alunos mais ativos e engajados com a própria aprendizagem.
A necessidade e importância de buscar novas metodologias de ensino e sistemas escolares foi uma das conclusões de uma pesquisa realizada no Reino Unido. O estudo ouviu 640 crianças e jovens e apontou que 52% deles consideram que a escola tem um impacto negativo na sua saúde mental. Entre os fatores considerados como os responsáveis por isso estão o estresse, a preocupação e o medo que vivenciam, a carga horária, as regras e os relacionamentos. [1]
As autoras do estudo sugerem que é hora de criar um sistema escolar que coloque as necessidades psicológicas dos alunos em primeiro lugar. Elas propõem que o foco de escolas, educadores, pais e responsáveis, deve ser em como as crianças e jovens são engajados e motivados a usufruírem da educação e terem amor pela aprendizagem.
“É hora de criar um sistema educacional que se adapte aos alunos do século 21, em vez de tentar fazer com que os alunos do século 21 se encaixem no sistema atual. É hora de ser inovador”, afirmou Sarah Sivers, uma das autoras do estudo.
A aprendizagem ativa vai de encontro a tudo isso. Ela faz muito pelos alunos: melhora a retenção das informações e do conhecimento; desenvolve competências como comunicação, trabalho em equipe e pensamento crítico; os prepara efetivamente para o mundo real e para os desafios reais no ambiente profissional, por exemplo. Além disso, gera maior motivação e interesse nas crianças e jovens. As atividades interativas realizadas, geralmente em pequenos grupos, tornam o aprendizado mais interessante e motivador.
Certamente, a adoção dela ainda é um desafio, que exige um planejamento minucioso e formação de professores. Os ambientes escolares também precisarão ser aptos a promover a colaboração e engajamento a uma nova abordagem pedagógica e deverão passar por uma reestruturação física. Mas tudo isso é um esforço que vale a pena. A aprendizagem ativa está se consolidando como a alternativa mais assertiva para uma nova educação.
Com ela a escola deixará de ser uma obrigação e um momento estressante para as crianças e jovens e passará a ser o que realmente deve ser: um espaço de formação, desenvolvimento e, principalmente, experiências e vivências.
[1] Report: Young peoples’ views on mental health: school is too much pressure (Pappola, Sivers, Hooper & Ahad, 2024)
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]]>O post Inovação na educação além da tecnologia apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Quando falamos em inovação, em qualquer área, a primeira coisa que vem à mente são grandes investimentos em tecnologia e softwares. Mas na educação, a relação com a inovação pode se dar de um jeito um pouco mais simples, e por que não dizer, divertido.
Na verdade, a inovação na educação pode considerar qualquer melhoria, em produtos, serviços e processos. Nos últimos anos, países de diferentes partes do mundo têm voltado seus esforços para oferecer ambientes educacionais menos formais, focar na formação dos professores e na aprendizagem centrada no aluno e na personalização do aprendizado. Claro, há também forte presença de tecnologias – realidade virtual e inteligência artificial, principalmente – mas não é só isso.
O Recreio da Juventude, por exemplo, está seguindo essa linha de mais experiência e diversão e protagonismo do aluno em seus projetos educacionais. De forma geral, as iniciativas do clube vão além da parte técnica e tecnológica, mas trabalham também a parte cognitiva, criativa, social e sensorial.
No Recreio LAB, que entrou em funcionamento em fevereiro deste ano, os alunos aprendem enquanto se divertem e têm novas experiências. O método de ensino é baseado em laboratórios de aprendizagem, que são espaços educativos bilíngues, interdisciplinares e estruturados por projetos e resolução de problemas, de forma a agregar interatividade no ambiente educacional e promover o protagonismo e a criticidade à criança e ao jovem.




Alunos “em ação” no Recreio LAB. Aulas de ciências e artes têm mais experiência e diversão. Crédito: Liandra Ravison
Todas as atividades do LAB são realizadas em inglês, sempre respeitando o nível inicial de conhecimento de cada aluno e garantindo a evolução natural no domínio do idioma.
O esporte também tem uma parcela – importantíssima, por sinal – nesse processo de formação de novos modelos educacionais. No Núcleo de Aprendizagem Esportiva (NAE) do RJ, crianças de três a oito anos são estimuladas em suas habilidades físicas, intelectuais, emocionais. O trabalho é focado no desenvolvimento de uma base motora ampla e rica e no direcionamento correto para esportes específicos. Ou seja, é feito todo um acompanhamento dos estágios motor das crianças, considerando movimentos como equilíbrio, agarrar, correr, escalar, rastejar e arremessar. Tudo por meio de brincadeiras, jogos e atividades lúdicas, que estimulam a imaginação, a concentração, a socialização, a liderança, entre outros aspectos.
Pesquisas recentes apontam que esse pode ser o caminho para a educação ser mais efetiva e atrativa. Um estudo da empresa Play Pesquisa, encomendado pelo Grupo Leonora, apontou que, 82% das crianças gostam mais de peças de montar e 78% das meninas preferem desenhos, pinturas e trabalhos manuais. A pesquisa indicou ainda que 79% das crianças buscam experiências divertidas em tudo o que fazem e 65% cobram diversão dos produtos que consomem. Ou seja, para as crianças, tudo vai muito além de consumir um produto; elas querem mesmo consumir diversão. Na escola e em qualquer outro lugar.
Fontes: https://www.mundodomarketing.com.br/geracao-alpha-anseia-por-experiencia-e-diversao-ao-inves-de-posse/ e https://fastcompanybrasil.com/impacto/quando-a-educacao-encontra-a-inovacao/
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]]>O post Artigo: Super-heróis e ídolos são uma inspiração necessária apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O mundo hoje passa por transformações que nos trazem uma sensação de perda de rumo, inversão de valores e do que é certo ou errado. Na busca pelo caminho, ou pelo melhor caminho, tomamos como referência pessoas que assumem o papel de ídolos, ou até mesmo, se aproximando um pouco do extraordinário, o de super-herói.
Os ídolos se traduzem pela visão de uma figura vigorosa, inspirada em uma imagem qualquer, que se transformou num mito íntimo, num símbolo máximo de força e vencedor de qualquer resistência, em qualquer circunstância ou situação de vida. Temos ídolos dentro de nossas casas e no nosso círculo de convivência, um membro da família, um amigo, um professor, um atleta, um líder religioso. Com suas responsabilidades e conquistas, os ídolos representam muito para quem os admira.
Os super-heróis dos quadrinhos e filmes lutam por um mundo mais justo e melhor, e pelas vitórias do bem sobre o mal. Eles têm uma solução imediata para situações de risco e nos trazem esperança. Com os superpoderes concedidos por seus criadores, nos deixam sonhar com um mundo melhor e mais seguro. O homem de aço, por exemplo, com sua visão, força, velocidade e capacidade de voar, resolve os problemas de forma rápida e eficaz.
O pensador chinês Confúcio, de 479 a.C., dizia nos seus pensamentos: favoreça uma lealdade familiar forte, a veneração dos ancestrais, o respeito aos idosos e à família como a base para um governo e uma vida ideal. A busca do bem em comum estabelece ajustes na sociedade por meio das leis, das pessoas e dos ídolos, que dão exemplo e promovem a reflexão sobre os valores perdidos. Confúcio nos ensina que a perda de valores morais se dá devido a um processo educacional insuficiente para alcançar toda a sociedade. Sem formar seres humanos conscientes, o educar retifica as pessoas e reergue a sociedade.
Os super-heróis, nascidos das páginas dos quadrinhos ou das telas de cinema, personificam qualidades extraordinárias, como coragem, poderes sobre-humanos, determinação e a luta pelo bem. Eles são ícones de esperança, inspiram aqueles que admiram suas histórias a acreditar no melhor e a enfrentar os desafios com bravura. Da mesma forma, os ídolos, sejam músicos, artistas, atletas ou outras figuras públicas, conquistam corações com sua excelência, talento e carisma. Eles não apenas alcançam um alto nível de habilidade em seus campos, mas também usam sua influência para impactar positivamente seus fãs, servindo como modelos a serem seguidos e buscando uma consciência maior do papel de cada um na sociedade.
Tanto super-heróis, quanto ídolos, têm uma base de fãs leais e dedicados, dispostos a se inspirar em suas ações e mensagens. Eles oferecem um senso de pertencimento e identidade, unindo pessoas com interesses e valores semelhantes. Além disso, suas narrativas muitas vezes destacam a importância do altruísmo, empatia e perseverança, mostrando que, mesmo em circunstâncias difíceis, é possível encontrar forças para superar obstáculos.
No entanto, há uma diferença entre eles. Enquanto os super-heróis são criações ficcionais, os ídolos são pessoas reais. Os super-heróis são muitas vezes idealizados, representando um padrão inalcançável de perfeição. Os ídolos são seres humanos com falhas, embora possam ser admirados por suas conquistas e talentos excepcionais. Isso é demonstrado em capítulos de nossa história, com exemplos de conquistadores, inventores, cientistas e líderes religiosos.
Ambos, no entanto, têm um impacto profundo na sociedade. Os super-heróis podem ensinar lições valiosas sobre coragem e ética, enquanto os ídolos podem inspirar a busca pela excelência e pela autenticidade. Tanto os super-heróis quanto os ídolos têm um lugar especial em nossas vidas, cada um oferecendo seu próprio tipo de inspiração e motivação para aqueles que os admiram, e influências no criar, direcionar e manter comportamentos relacionados com o cumprimento de objetivos.
O que falta hoje é esse senso, ou bom senso. A capacidade de servir a todos para o bem comum sem pensar em si próprio, mantendo uma harmonia e ordem, e sendo inspiração para tornar as pessoas melhores, com princípios e promotoras de mudanças expressivas em uma sociedade.
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]]>O post O ensino da robótica na infância faz diferença para a vida apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>Muito além da matemática e da física, você sabia que aprender robótica na infância ensina importantes lições de perseverança, raciocínio, pensamento crítico e trabalho em equipe? E isso terá reflexos e fará toda a diferença na vida pessoal e profissional dos adultos.
Todos esses aspectos são trabalhados pela robótica educacional. Ela é um campo de estudo que aplica a robótica para o ensino e aprendizado, de forma interativa. O foco é a pesquisa e a construção de máquinas para a aquisição de conhecimento. As crianças trabalham com uma combinação de peças robóticas, como atuadores, sensores e um microcontrolador. Por meio destes componentes, os robôs se tornam máquinas programáveis usadas para a educação.
O primeiro contato com a robótica, a eletrônica e a programação acontece de forma lúdica. As crianças podem aprender a projetar um semáforo, por exemplo, usando LEDs para indicar as cores e depois fazer a programação de funcionamento no computador. Ou ainda entender o funcionamento do direcionamento de carrinhos-robôs com as mãos.
As crianças geralmente são convidadas a desenvolver esses projetos em grupos. Além disso, elas trabalham com a aplicação dos projetos na vida real, podendo usar outras disciplinas para isso, como a biologia, a química e a geografia.
De acordo com o engenheiro de computação, Bruno Nunes, a robótica educacional trabalha a parte mais técnica, as áreas exatas de matemática e física, mas também é uma importante ferramenta para estimular o trabalho em equipe, a criatividade e o raciocínio lógico, e outros aspectos importantes para a educação e formação, pessoal e profissional.
“A partir do momento em que você trabalha com uma atividade nova, que as crianças nunca viram, que têm que descobrir como fazer, errar e aprender a corrigir, estamos trabalhando o raciocínio, o trabalho em equipe, a perseverança e o continuar até resolver o problema”.
O que num primeiro momento é diversão, pode virar profissão. Bruno explica que inicialmente as crianças aprendem a parte técnica, da eletrônica, da programação, da robótica. E se gostarem e se identificarem com a área, poderão segui-la profissionalmente. Entre as principais áreas de trabalho da programação estão o desenvolvimento web, a inteligência artificial, o desenvolvimento de aplicativos, os jogos e o entretenimento.
“Pode ser que eles gostem disso (da robótica) e a explorem, como podem também aproveitar as habilidades que desenvolveram para outras áreas. A ideia é que se tornem pessoas melhores, profissionais melhores”, completa Bruno.
O post O ensino da robótica na infância faz diferença para a vida apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O post As muitas vivências trabalhadas pela prática esportiva apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>A prática esportiva é uma experiência bem integrada e ordenada, distinta e marcante, dotada de características variadas. [1] Em função dos objetivos propostos e dos meios disponíveis, determinam-se as condições de direcionamento, do planejamento e da aplicação das aulas e das atividades. Assim, é possivel promover muitas e diversas vivências com a prática de esportes.
Os esportes coletivos, principalmente os que exigem colaboração – como futebol, basquete e vôlei – ensinam aos alunos a trabalhar em equipe. E essa é uma característica que deve ser desenvolvida desde cedo. Muito valorizada no mercado de trabalho, é considerada importante na vida adulta.
A liderança também é uma característica trabalhada nos jogos coletivos. Na prática esportiva, os alunos aprendem a receber sugestões e a compartilhar experiências, as características de um bom líder.
As atividades esportivas ressaltam a disciplina e o comprometimento. Os alunos se sentem encorajados a participar das atividades e a treinar para desenvolver habilidades de pensar em conjunto, despertando o senso de responsabilidade do dia a dia.
As atividades físicas devem ser aplicadas e multiplicadas com o objetivo de mostrar o conceito do esporte como um fator educacional e de desenvolvimento humano, sendo um fator fundamental para o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes, capacitando-os a lidarem com suas necessidades, desejos e expectativas. Neste processo, os alunos adquirem e aprimoram habilidades esportivas, sociais, cognitivas, afetivas e comunicativas.
Há exercícios que trabalham a lateralidade, a flexibilidade, a agilidade, a coordenação, a força muscular, a resistência cardiorrespiratória, o equilíbrio e os movimentos finos.
Além disso tudo, a prática esportiva libera serotonina e dopamina, substâncias responsáveis por aumentar a sensação de bem-estar, relaxamento e felicidade geral.
[1] DEWEY, John. 1974. Textos Selecionados. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Ed. Abril.
O post As muitas vivências trabalhadas pela prática esportiva apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O post Não deixe seu filho no quarto e ao celular apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
]]>O excesso de trabalho e tarefas dos pais dificulta o processo de educação dos filhos. Há muita informação oferecida pelos meios tecnológicos que trazem ainda mais complexidade para a educação das crianças. A escola suprime uma parte da educação, deixando o turno da manhã ou da tarde bem preenchidos. Mas há um turno em casa, em que ela cumpre várias situações de rotina, como dormir, estudar, brincar, ficar em casa – no quarto -, sair para uma atividade extra ou para a casa de um amigo(a), jogar videogame e ficar ao celular.
Pesquisa sobre o tempo de uso de celular indica que 79% das crianças ficam 4 horas no aparelho por dia. O estudo indica que crianças de 0 a 3 anos ficam 2,56 minutos; de 4 a 6 anos, 3,17 minutos; de 7 a 9 anos, 3,29 minutos; e finalizando, de 10 a 12 anos, 4,46 minutos. Há inclusive o termo “Filhos do quarto” para batizar aqueles que permanecem 40 ou 50 minutos ininterruptos sem sair do lugar [1].
Esses dados assustam um pouco mas nos fazem refletir a que ponto chegamos nessa última década. Certamente temos que ponderar que no Brasil hoje há muitas dúvidas do quanto nós e nossos filhos nos sentimos seguros nas ruas ou estabelecimentos que não sejam as nossas casas. Os fatores sociais e econômicos interferem no uso em excesso do celular, do tablet, da televisão e dos videogames. Passar mais tempo no trabalho e nas empresas é mais cômodo e traz mais facilidade para o acesso a tecnologias e serviços.
O efeito no cérebro do hormônio dopaminérgico, estimulado pelo celular, funciona da seguinte forma para os adultos e para as crianças:
Sabendo disso, você consegue imaginar como ficarão essas crianças daqui dez ou vinte anos? Essas crianças que estão usando de forma indiscriminada esse tipo de tecnologia?
Certamente, tem muita coisa boa nas redes sociais e nas telas, coisas que ajudam na resolução de vários problemas, de diferentes áreas. Mas é importante o olhar atento dos educadores e pais para essas crianças. A dependência a esses aparelhos pode causar distúrbios comportamentais, baixo rendimento na escola e o desinteresse por atividades básicas, como a alimentação, as brincadeiras, a companhia e a convivência presencial com os amigos.
[1] Edição do Brasil. Disponível www.edicaodobrasil.com.br. Acesso em: julho, 2023.
O post Não deixe seu filho no quarto e ao celular apareceu primeiro em Recreio da Juventude.
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