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Arquivo de escola - Recreio da Juventude https://clubefy.fcinco.host/tags/escola/ Conteúdos Tue, 16 Jul 2024 17:44:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0 https://clubefy.fcinco.host/wp-content/uploads/2022/09/icon-grande.png Arquivo de escola - Recreio da Juventude https://clubefy.fcinco.host/tags/escola/ 32 32 Aprendizagem ativa: um novo modelo para a educação  https://clubefy.fcinco.host/aprendizagem-ativa-um-novo-modelo-para-a-educacao/ https://clubefy.fcinco.host/aprendizagem-ativa-um-novo-modelo-para-a-educacao/#respond Tue, 16 Jul 2024 17:28:02 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3664 O mundo tem evoluído em diversos setores em proporções difíceis de acompanhar. Todos os dias, novas descobertas são feitas e novas técnicas são criadas. Falando de educação, o cenário não poderia ser diferente. Os modelos tradicionais já não acompanham mais o mundo tecnológico em que as crianças estão sendo inseridas desde bebês. O tradicional se tornou ultrapassado […]

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O mundo tem evoluído em diversos setores em proporções difíceis de acompanhar. Todos os dias, novas descobertas são feitas e novas técnicas são criadas. Falando de educação, o cenário não poderia ser diferente. Os modelos tradicionais já não acompanham mais o mundo tecnológico em que as crianças estão sendo inseridas desde bebês. O tradicional se tornou ultrapassado e, frente a isso, novos formatos estão surgindo. Podemos citar a aprendizagem ativa com um deles.  

A aprendizagem ativa está se consolidando como uma abordagem pedagógica eficaz, especialmente benéfica para o desenvolvimento integral das crianças. Este método coloca os alunos no centro do processo educativo, promovendo a participação, a curiosidade e a autonomia. A aprendizagem ativa na educação é uma abordagem pedagógica que envolve os alunos de forma direta e participativa no processo de aprendizado. Ao contrário do modelo tradicional, onde os estudantes assumem um papel passivo e apenas recebem informações, a aprendizagem ativa incentiva a interação, a discussão, a resolução de problemas e a aplicação prática dos conhecimentos. Alinhada com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), essa abordagem é fundamental para desenvolver competências essenciais, como o pensamento crítico, a colaboração e a resolução de problemas, preparando os alunos para enfrentar desafios do mundo real de maneira mais eficaz.  

Contudo, a implantação da aprendizagem ativa enfrenta desafios. A transição do ensino tradicional para essa metodologia exige uma reestruturação do planejamento curricular e das práticas pedagógicas. Além disso, é necessário investir em recursos adequados e na infraestrutura escolar. A resistência de alguns docentes, habituados a métodos tradicionais, também pode ser um obstáculo (Ferreira, 2021).  

Preparar os docentes para a prática da aprendizagem ativa é crucial. A formação continuada é essencial, oferecendo oportunidades de atualização e desenvolvimento profissional. Cursos de capacitação, oficinas práticas e comunidades de aprendizagem entre professores são estratégias eficazes. A criação de uma cultura escolar que valorize a experimentação e o aprendizado colaborativo é fundamental para o sucesso dessa abordagem (Oliveira, 2022).   

Ao investir na aprendizagem ativa, os pais e as escolas contribuem para uma educação mais significativa e alinhada com as demandas contemporâneas. Ela prepara os alunos para um mundo em constante mudança, desenvolvendo habilidades de pensamento crítico, resolução de problemas e adaptabilidade. Valorizada pelo mercado de trabalho atual, essa abordagem promove competências como colaboração e comunicação. Além disso, ela atende a diferentes estilos de aprendizagem, promovendo inclusão e equidade. A aprendizagem ativa mantém os estudantes engajados e motivados, o que é essencial para um aprendizado eficaz, e desenvolve habilidades metacognitivas, tornando-os aprendizes autônomos e eficazes ao longo da vida. Em suma, ela é vital para enfrentar os desafios do século XXI e promover uma educação de qualidade.  

Referências

Ferreira, M. (2021). Desafios na implementação da aprendizagem ativa. Revista Pedagógica, 15(3), 45-58.

Oliveira, A. (2022). Formação continuada para docentes na aprendizagem ativa. Educação em Foco, 18(1), 32-47.

Silva, J. (2020). Impacto dos projetos interdisciplinares no ensino de ciências. Ciência e Educação, 22(4), 123-137.

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O livro literário como museu para as crianças e adultos https://clubefy.fcinco.host/o-livro-literario-como-museu-para-as-criancas-e-adultos/ https://clubefy.fcinco.host/o-livro-literario-como-museu-para-as-criancas-e-adultos/#respond Wed, 29 May 2024 17:50:55 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3637 Sabemos que as crianças são curiosas, questionadoras, constantemente estão observando e levantando questões sobre o funcionamento do mundo. Como nós adultos, elas se constituem na e pela experiência.   Assim, é fundamental que os espaços educativos em que as crianças estão imersas, ofereçam-lhes as melhores situações cotidianas e proporcionem experiências humanizadoras, culturais e estéticas.   Quanto maior […]

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Sabemos que as crianças são curiosas, questionadoras, constantemente estão observando e levantando questões sobre o funcionamento do mundo. Como nós adultos, elas se constituem na e pela experiência.  

Assim, é fundamental que os espaços educativos em que as crianças estão imersas, ofereçam-lhes as melhores situações cotidianas e proporcionem experiências humanizadoras, culturais e estéticas.  

Quanto maior for o seu repertório de boas referências, maior será a sua capacidade de criar, de refletir, de ser crítica, humana e de intervir de modo positivo no mundo. 

Assim, é significativo que a criança (e o adulto também!) tenha acesso à literatura de qualidade, pois ela proporciona a aproximação com diferentes mundos e culturas, com a diversidade, com formas distintas de pensar e agir, com possíveis maneiras de resolver problemas do cotidiano, com diversas linguagens e com diferentes emoções.   

Ouvir histórias e manipular o objeto livro contribui para ampliação do repertório de imagens, de traços, cores, materiais, materialidades, da cultura do escrito, de vocabulário levando à ampliação da leitura de mundo para além do que está escrito.  

Nesse contexto, os responsáveis pela formação das crianças desempenham o importante papel de ajudá-las a se aproximar da obra literária, emprestando a sua voz e os seus gestos para que elas tenham contato com o texto escrito, através da história lida, e para que possam aprofundar a forma de olhar e analisar as imagens – suas cores, detalhes, materiais utilizados.  

Observar ainda o diálogo entre o texto escrito e as imagens, através da mediação de um adulto ou de outra criança, favorece às meninas e aos meninos a possibilidade de ampliação do olhar, das experiências, da análise e maior compreensão de mundo, da estruturação da fala e expansão de vocabulário. 

Que todos tenham um olhar zeloso quanto à curadoria dos livros, cuidando para que realmente contemplem textos e imagens de qualidade, bem como projetos gráficos ricos de possibilidades, fugindo de textos e imagens que reforcem estereotipias, o que certamente contribuirá para que a criança evolua também em relação à sua forma gráfica de representação do mundo (desenhos), que desenvolva ainda mais sua comunicação verbal e não verbal, além da criatividade, do senso estético, ético e crítico. 

Obras literárias de qualidade são pequenos museus que favorecem ricas experiências estéticas e explorá-las junto com as crianças abre portas para novos encontros, trocas, pensamentos e afetividades. 

Referências 

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. 

BONDIA, Jorge Larrosa. Notas sobre a experiência e o saber de experiência. Rev. Bras. Educ., Rio de Janeiro ,  n. 19, p. 20-28,  abr.  2002 .   Disponível em <http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782002000100003&lng=es&nrm=iso>. acesso em 24 set 2023 

CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: ___. Vários Escritos. 5 ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul/ São Paulo: Duas Cidades, 2011. 

FRIEDMANN, Adriana. A vez e a voz das crianças: escutas antropológicas e poéticas das infâncias.  São Paulo, Panda Books, 2020. 

HOYUELOS, Alfredo. A estética no pensamento e na obra pedagógica de Loris Malaguzzi. São Paulo: Phorte, 2020.  

PACOVSKA, Kveta. Entrevista. In: SOBRINHO, Javier. Entrevista Kveta Pacovska. Revista Emília [online]. Entrevista concedida em 18 de fevereiro de 2013. Disponível em: https://emilia.org.br/kveta-pacovska/ Acesso em: 24 set 2023. 

RAMOS, Flávia Brocchetto; PAIVA, Ana Paula Mathias. A dimensão não verbal no livro literário para criança. Revista Contrapontos, v. 14, n. 3, p. 425-447, dez. 2014. 

RAMOS, Graça. A imagem nos livros infantis: caminhos para ler o texto visual. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2011. 

RINALDI, Carlina. A pedagogia da escuta: a perspectiva da escuta em Reggio Emilia. In: EDWARDS, Carolyn; GANDINI, Lella; FORMAN, George. As cem linguagens da criança: a experiência de Reggio Emilia em transformação. Porto Alegre: Penso, 2016, p. 235-247. 

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Aprendizagem ativa é o novo caminho para as escolas   https://clubefy.fcinco.host/aprendizagem-ativa-novo-caminho-para-escolas/ https://clubefy.fcinco.host/aprendizagem-ativa-novo-caminho-para-escolas/#respond Mon, 27 May 2024 15:39:10 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3631 Imagine uma sala de aula cheia de crianças sentadas em suas classes, ouvindo uma explicação do professor por quatro horas. Se você ficou entediado só de pensar, tem uma ideia de como é a rotina dos alunos que passam por isso todos os dias. Mas, felizmente, há sinais de mudança e evolução no processo de ensino, […]

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Imagine uma sala de aula cheia de crianças sentadas em suas classes, ouvindo uma explicação do professor por quatro horas. Se você ficou entediado só de pensar, tem uma ideia de como é a rotina dos alunos que passam por isso todos os dias. Mas, felizmente, há sinais de mudança e evolução no processo de ensino, de forma a deixar tudo mais atrativo e divertido. É a aprendizagem ativa, um novo caminho para as escolas.  

O conceito de aprendizagem ativa enfatiza o envolvimento direto dos alunos no processo de aprendizagem, promovendo uma participação mais dinâmica e colaborativa. É o oposto do modelo tradicional de ensino, em que os alunos apenas ouvem, ouvem e ouvem conteúdos transmitidos pelos professores. Na aprendizagem ativa, eles recebem todo o incentivo para explorar, questionar, discutir e aplicar conceitos. E são convidados a testar na prática, ou colocar em prática, o que estão aprendendo. O tempo todo.  

Imagine a mesma turma de alunos quando, em vez de só ouvirem o professor falar sobre energia eólica, puderem elaborar e colocar em funcionamento um projeto, aplicando conceitos de matemática, física e biologia? Ou em vez de só ouvirem o professor falar sobre a coagulação do sangue ou de que forma o metal oxida, puderem observar esses processos em um laboratório de biologia e de química? Certamente, o dia a dia na escola ficará bem mais desafiador, estimulante e atrativo, e eles serão alunos mais ativos e engajados com a própria aprendizagem.  

A necessidade e importância de buscar novas metodologias de ensino e sistemas escolares foi uma das conclusões de uma pesquisa realizada no Reino Unido. O estudo ouviu 640 crianças e jovens e apontou que 52% deles consideram que a escola tem um impacto negativo na sua saúde mental. Entre os fatores considerados como os responsáveis por isso estão o estresse, a preocupação e o medo que vivenciam, a carga horária, as regras e os relacionamentos. [1]  

As autoras do estudo sugerem que é hora de criar um sistema escolar que coloque as necessidades psicológicas dos alunos em primeiro lugar. Elas propõem que o foco de escolas, educadores, pais e responsáveis, deve ser em como as crianças e jovens são engajados e motivados a usufruírem da educação e terem amor pela aprendizagem.  

  “É hora de criar um sistema educacional que se adapte aos alunos do século 21, em vez de tentar fazer com que os alunos do século 21 se encaixem no sistema atual. É hora de ser inovador”, afirmou Sarah Sivers, uma das autoras do estudo.      

A aprendizagem ativa vai de encontro a tudo isso. Ela faz muito pelos alunos: melhora a retenção das informações e do conhecimento; desenvolve competências como comunicação, trabalho em equipe e pensamento crítico; os prepara efetivamente para o mundo real e para os desafios reais no ambiente profissional, por exemplo. Além disso, gera maior motivação e interesse nas crianças e jovens. As atividades interativas realizadas, geralmente em pequenos grupos, tornam o aprendizado mais interessante e motivador.  

Certamente, a adoção dela ainda é um desafio, que exige um planejamento minucioso e formação de professores. Os ambientes escolares também precisarão ser aptos a promover a colaboração e engajamento a uma nova abordagem pedagógica e deverão passar por uma reestruturação física. Mas tudo isso é um esforço que vale a pena. A aprendizagem ativa está se consolidando como a alternativa mais assertiva para uma nova educação.  

Com ela a escola deixará de ser uma obrigação e um momento estressante para as crianças e jovens e passará a ser o que realmente deve ser: um espaço de formação, desenvolvimento e, principalmente, experiências e vivências.  

[1] Report: Young peoples’ views on mental health: school is too much pressure (Pappola, Sivers, Hooper & Ahad, 2024)

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Inovação na educação além da tecnologia  https://clubefy.fcinco.host/inovacao-na-educacao-alem-da-tecnologia/ https://clubefy.fcinco.host/inovacao-na-educacao-alem-da-tecnologia/#respond Fri, 26 Apr 2024 13:36:57 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3556 Quando falamos em inovação, em qualquer área, a primeira coisa que vem à mente são grandes investimentos em tecnologia e softwares. Mas na educação, a relação com a inovação pode se dar de um jeito um pouco mais simples, e por que não dizer, divertido.   Na verdade, a inovação na educação pode considerar qualquer melhoria, […]

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Quando falamos em inovação, em qualquer área, a primeira coisa que vem à mente são grandes investimentos em tecnologia e softwares. Mas na educação, a relação com a inovação pode se dar de um jeito um pouco mais simples, e por que não dizer, divertido.  

Na verdade, a inovação na educação pode considerar qualquer melhoria, em produtos, serviços e processos. Nos últimos anos, países de diferentes partes do mundo têm voltado seus esforços para oferecer ambientes educacionais menos formais, focar na formação dos professores e na aprendizagem centrada no aluno e na personalização do aprendizado. Claro, há também forte presença de tecnologias – realidade virtual e inteligência artificial, principalmente – mas não é só isso.  

O Recreio da Juventude, por exemplo, está seguindo essa linha de mais experiência e diversão e protagonismo do aluno em seus projetos educacionais. De forma geral, as iniciativas do clube vão além da parte técnica e tecnológica, mas trabalham também a parte cognitiva, criativa, social e sensorial. 

No Recreio LAB, que entrou em funcionamento em fevereiro deste ano, os alunos aprendem enquanto se divertem e têm novas experiências. O método de ensino é baseado em laboratórios de aprendizagem, que são espaços educativos bilíngues, interdisciplinares e estruturados por projetos e resolução de problemas, de forma a agregar interatividade no ambiente educacional e promover o protagonismo e a criticidade à criança e ao jovem.  

Alunos “em ação” no Recreio LAB. Aulas de ciências e artes têm mais experiência e diversão. Crédito: Liandra Ravison

Todas as atividades do LAB são realizadas em inglês, sempre respeitando o nível inicial de conhecimento de cada aluno e garantindo a evolução natural no domínio do idioma.

O esporte também tem uma parcela – importantíssima, por sinal – nesse processo de formação de novos modelos educacionais. No Núcleo de Aprendizagem Esportiva (NAE) do RJ, crianças de três a oito anos são estimuladas em suas habilidades físicas, intelectuais, emocionais. O trabalho é focado no desenvolvimento de uma base motora ampla e rica e no direcionamento correto para esportes específicos. Ou seja, é feito todo um acompanhamento dos estágios motor das crianças, considerando movimentos como equilíbrio, agarrar, correr, escalar, rastejar e arremessar. Tudo por meio de brincadeiras, jogos e atividades lúdicas, que estimulam a imaginação, a concentração, a socialização, a liderança, entre outros aspectos.  

Pesquisas recentes apontam que esse pode ser o caminho para a educação ser mais efetiva e atrativa. Um estudo da empresa Play Pesquisa, encomendado pelo Grupo Leonora, apontou que, 82% das crianças gostam mais de peças de montar e 78% das meninas preferem desenhos, pinturas e trabalhos manuais. A pesquisa indicou ainda que 79% das crianças buscam experiências divertidas em tudo o que fazem e 65% cobram diversão dos produtos que consomem. Ou seja, para as crianças, tudo vai muito além de consumir um produto; elas querem mesmo consumir diversão. Na escola e em qualquer outro lugar.

Fontes: https://www.mundodomarketing.com.br/geracao-alpha-anseia-por-experiencia-e-diversao-ao-inves-de-posse/ e https://fastcompanybrasil.com/impacto/quando-a-educacao-encontra-a-inovacao/

 

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O ensino da robótica na infância faz diferença para a vida  https://clubefy.fcinco.host/ensino-de-robotica-na-infancia/ https://clubefy.fcinco.host/ensino-de-robotica-na-infancia/#comments Fri, 09 Feb 2024 17:00:00 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3469 Muito além da matemática e da física, você sabia que aprender robótica na infância ensina importantes lições de perseverança, raciocínio, pensamento crítico e trabalho em equipe? E isso terá reflexos e fará toda a diferença na vida pessoal e profissional dos adultos.   Todos esses aspectos são trabalhados pela robótica educacional. Ela é um campo de […]

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Muito além da matemática e da física, você sabia que aprender robótica na infância ensina importantes lições de perseverança, raciocínio, pensamento crítico e trabalho em equipe? E isso terá reflexos e fará toda a diferença na vida pessoal e profissional dos adultos.  

Todos esses aspectos são trabalhados pela robótica educacional. Ela é um campo de estudo que aplica a robótica para o ensino e aprendizado, de forma interativa. O foco é a pesquisa e a construção de máquinas para a aquisição de conhecimento. As crianças trabalham com uma combinação de peças robóticas, como atuadores, sensores e um microcontrolador. Por meio destes componentes, os robôs se tornam máquinas programáveis usadas para a educação. 

O primeiro contato com a robótica, a eletrônica e a programação acontece de forma lúdica. As crianças podem aprender a projetar um semáforo, por exemplo, usando LEDs para indicar as cores e depois fazer a programação de funcionamento no computador. Ou ainda entender o funcionamento do direcionamento de carrinhos-robôs com as mãos. 

As crianças geralmente são convidadas a desenvolver esses projetos em grupos. Além disso, elas trabalham com a aplicação dos projetos na vida real, podendo usar outras disciplinas para isso, como a biologia, a química e a geografia. 

De acordo com o engenheiro de computação, Bruno Nunes, a robótica educacional trabalha a parte mais técnica, as áreas exatas de matemática e física, mas também é uma importante ferramenta para estimular o trabalho em equipe, a criatividade e o raciocínio lógico, e outros aspectos importantes para a educação e formação, pessoal e profissional.  

“A partir do momento em que você trabalha com uma atividade nova, que as crianças nunca viram, que têm que descobrir como fazer, errar e aprender a corrigir, estamos trabalhando o raciocínio, o trabalho em equipe, a perseverança e o continuar até resolver o problema”. 

O que num primeiro momento é diversão, pode virar profissão. Bruno explica que inicialmente as crianças aprendem a parte técnica, da eletrônica, da programação, da robótica. E se gostarem e se identificarem com a área, poderão segui-la profissionalmente. Entre as principais áreas de trabalho da programação estão o desenvolvimento web, a inteligência artificial, o desenvolvimento de aplicativos, os jogos e o entretenimento. 

“Pode ser que eles gostem disso (da robótica) e a explorem, como podem também aproveitar as habilidades que desenvolveram para outras áreas. A ideia é que se tornem pessoas melhores, profissionais melhores”, completa Bruno.  

  • A robótica é tema de um dos laboratórios do Recreio Lab, o projeto de atividades educacionais do RJ que terá início em fevereiro. O Recreio Lab é um projeto com atividades educacionais de contraturno, para crianças e jovens de 4 a 16 anos. A introdução de vivências e métodos de aprendizagem será por meio de laboratórios, envolvendo linguagens e metodologias inovadoras. O programa de ensino é bilingue, baseado em modelos internacionais. 

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A relação esporte e criança deve começar na escola  https://clubefy.fcinco.host/relacao-esporte-crianca-comeca-escola/ https://clubefy.fcinco.host/relacao-esporte-crianca-comeca-escola/#comments Fri, 24 Nov 2023 14:10:53 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3211 O esporte vai além da competição ou paixão. Ele é um instrumento de mudanças e descobertas em todas as idades. As escolas têm o objetivo de apresentar as modalidades básicas aos alunos – como futebol, voleibol, basquete e handebol – como uma introdução ao esporte e com a possibilidade de desistência dessas modalidades. Muitas escolas […]

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O esporte vai além da competição ou paixão. Ele é um instrumento de mudanças e descobertas em todas as idades. As escolas têm o objetivo de apresentar as modalidades básicas aos alunos – como futebol, voleibol, basquete e handebol – como uma introdução ao esporte e com a possibilidade de desistência dessas modalidades. Muitas escolas levam as crianças que se destacam por suas capacidades e habilidades para participar de campeonatos no município ou estado, como os jogos escolares, organizados pelas secretarias de esporte e lazer.  

 Mesmo com essas ações, ao longo dos anos, as aulas de educação física têm perdido importância na grade curricular. Os adolescentes demonstram cada vez menos interesse e o esporte acaba não sendo democrático. O futebol desperta mais interesse, enquanto outros esportes, como voleibol e basquete, são marginalizados, com cada vez menos pessoas interessadas. Além disso, as aulas de educação física têm deixado muito a desejar, não mostrando todo o vasto campo da área esportiva para a melhora das jovens promessas.  

As aulas de educação física devem apresentar o esporte para a criança com o intuito de fazê-la descobrir o seu corpo e o que pode fazer com ele, nas diferentes maneiras de explorar as valências físicas, como a noção espacial, a coordenação, o equilíbrio e o tempo, entre outras. Habilidades como caminhar, correr, saltar e as atividades com bola servem como base para as futuras escolhas das modalidades esportivas.  

Entre as instituições com diversas opções de prática esportiva temos as universidades, os clubes e os ginásios. Os clubes oferecem mais estrutura para os praticantes. Além disso, nesses espaços, os interessados podem se desenvolver ao longo dos anos e se revelarem promessas para as modalidades individuais ou coletivas.  

Nas atividades esportivas, o indivíduo recebe lições de comportamento, moral, ética, noções de convivência em grupo, respeito ao colega e ao treinador e de disputas nas competições. O convívio com as diferenças entre os alunos faz com que as crianças tenham compromisso com os cuidados, com o se esforçar e com o espírito de equipe.  

Se você ensinar e der opção para a criança conhecer o esporte com o qual mais se identifica, ela pode fazer desse compromisso uma superação de seus limites, dos controles de estresse, ansiedade e de alguns tipos de depressão e outros problemas de saúde, que atingem a população de todas as idades.  

Muitas pesquisas no campo da ciência estudam os efeitos da prática de exercícios físicos no cérebro das crianças. O neurocientista Daniel Wolpert afirma que o movimento é único que dá propósito para o cérebro existir. O exercício físico regular deixa o cérebro inteligente racionalmente e equilibrado emocionalmente.  

A prática de exercício traz benefícios em três dimensões:  

  • durante o movimento é liberada a proteína BDNF que faz melhorar em 20% o aprendizado e a memorização, deixando o cérebro mais plástico;  
  • libera dopamina, que dá mais foco, motivação e força de vontade; 
  • produz hormônios como a serotonina, que atua no humor; a epinefrina, que atua na melhora da atenção; e a dopamina, que atua na motivação. 

Todos são neurotransmissores ativados pelo esporte, que pode ser considerado a droga natural para o combate à depressão nos tempos de hoje.  

É mais do que comprovada a importância do esporte, da atividade física, do exercício físico em todas as fases da vida. Os iniciantes e mais novos podem, por meio dessas experiências nas escolas ou clubes, desenvolver o interesse pleno por essas práticas.  

Dessa forma, haverá a promoção da saúde com atividades bem orientadas, com a participação direta dos pais, da escola e dos amigos, promovendo uma formação integral do indivíduo. É muito importante também resgatar as brincadeiras e a recreação, e dessa forma, criar base para futuros atletas com suas capacidades reconhecidas e bem trabalhadas para o futuro do esporte. Quem sabe assim não teremos mais atletas e mais medalhas? 

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Juntos, pais, escola e esporte, fazem a diferença para as crianças  https://clubefy.fcinco.host/juntos-pais-escola-esporte-fazem-a-diferenca-para-as-criancas/ https://clubefy.fcinco.host/juntos-pais-escola-esporte-fazem-a-diferenca-para-as-criancas/#comments Sun, 15 Jan 2023 13:53:16 +0000 https://clubefy.fcinco.host?p=3381 O olhar dos pais e educadores deve estar atento para a dependência das crianças às telas. A dependência ao telefone celular pode causar distúrbios comportamentais, baixo rendimento na escola e o desinteresse por atividades básicas, como a alimentação, as brincadeiras, a companhia e a convivência presencial com os amigos. A situação é grave mas a […]

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O olhar dos pais e educadores deve estar atento para a dependência das crianças às telas. A dependência ao telefone celular pode causar distúrbios comportamentais, baixo rendimento na escola e o desinteresse por atividades básicas, como a alimentação, as brincadeiras, a companhia e a convivência presencial com os amigos. A situação é grave mas a aplicação do exercício físico e do esporte pode ser o diferencial para a educação dessas crianças.  

Antes de falar em exercício físico, é preciso diferenciar o conceito em relação à atividade física. O primeiro é uma atividade planejada e estruturada com um objetivo, por exemplo, natação, futebol e academia. O segundo é tudo que envolve movimento sem planejamento, feito de forma intermitente e que leva ao gasto calórico, por exemplo, limpar a casa, varrer ou passear com um cachorro. Sabendo dessa diferença, nós podemos observar o quanto tem valor para a criança o planejar das aulas de educação física com objetivos a serem alcançados. As aulas da escola, com professores de ensino fundamental e médio atuando no desenvolvimento motor e cognitivo, têm um papel importante na formação da personalidade, caráter, saúde física e psíquica dos alunos.  

Diante disso, nós voltamos a pensar na importância do esporte, do exercício, da atividade física para a criança na escola, no clube ou na academia. É importante envolvê-las em projetos que têm no movimento corporal seu objetivo principal, como as várias escolinhas esportivas dos clubes e o Núcleo de Aprendizagem Esportiva (NAE), especificamente.  

A prática esportiva favorece e causa experiências corporais importantes que a criança não vai ter quando em contato apenas com as tecnologias. Com os pequenos, as vivências de atividades com o uso de habilidades motoras que não são bem trabalhadas em outras escolas, mas sim, em primeira mão, elaboradas pelos professores de educação física do clube, são o primeiro passo para o início de uma preparação para esporte. E certamente reflete também na educação, num contexto mais amplo para futuras habilidades a serem propostas.  

O método do modelo americano de educação é usado até hoje na formação de atletas. Eles o chamam de esporte educacional e é o que está promovendo uma formação integral do indivíduo. Nesse modelo, o esporte é utilizado como uma ferramenta pedagógica que enfatiza uma abordagem no desenvolvimento de habilidades cognitivas, sociais, emocionais e físicas. 

 Nos EUA, as crianças são incentivadas desde cedo a praticar um esporte. Tanto nas escolas, quanto nas faculdades e colégios, elas são estimuladas a trocar de modalidade até encontrarem uma do seu gosto ou da sua capacidade física, e ganharem uma bolsa para competir por 22 ou 23 anos como profissional. Conhecidas como athlete patway, essa é uma formação esportiva sem interrupção. O caminho do atleta proporcionado pelo modelo americano faz com que todos os alunos participem de um esporte, aumentando o quadro de medalhas do país nas olímpiadas. O modelo da maior economia do mundo mantém o esporte e os alunos engajados pedagogicamente no ensino e todos têm a formação de atletas em paralelo com o de suas devidas profissões.  

A proposta aplicada e desenvolvida no Recreio da Juventude com as crianças as ajuda a conhecerem suas capacidades físicas e treiná-las no desporto mais adiante. Em relação especificamente ao Núcleo de Aprendizagem Esportiva (NAE), por começar justamente aos 3 anos, é uma experiência que traz uma descoberta corporal e cognitiva para as crianças, que têm seu primeiro contato com tarefas que envolvem coordenação motora, habilidades manipulativas, tempo de reação, noção de espaço, equilíbrio, lateralidade, consciência corporal, e muitas outras.  

Um ponto importante para os pais que têm filhos hoje é educar, mas isso é mais que saber dizer não, dar limites e fazê-las lidar com as frustrações. É também incentivá-las nas atividades diárias e melhorar a competitividade, a convivência com outras crianças, a participação nas tarefas e a experiência com os jogos num ambiente em que possam saber seus limites. Isso trará mais maturidade, reconhecimento de suas competências, fortalecimento da sua autoestima no trabalho, convivência social e uma melhor percepção da sua imagem corporal.  

Um enfoque da educação física desenvolvimentista diz que o repertório motor não depende só da idade, mas sim do ambiente em que a criança vive e das tarefas realizadas no seu processo de aprendizagem [1]. E que essa criança em contato com a aula, com o movimento e o esporte, vai poder aprender mais na escola e no clube aspectos como coordenação motora, memorização, tomada de decisão, além de melhora na escrita, fala e desinibição, tendo mais disciplina, respeito, ética com os colegas e em outras áreas, para o resto de sua vida. 

Além de todas as tarefas citadas acima, é necessária uma atenção redobrada no tempo em frente às telas e na participação da família na escola, principalmente dos pais no desenvolvimento mais amplo do filho.

Somos seres aeróbios, que precisam de movimento, que respiramos para oxigenar e vivenciar atividades diversas. Precisamos conviver, nos ajudar e respeitar nosso corpo; gerar bons hábitos, como o de dormir cedo, estudar, ler, praticar um esporte e se alimentar bem. Desligue seu celular, vá jogar bola com seu filho, vá ao cinema com sua filha. Na hora do almoço, converse em família, estimule os bons hábitos, mastiguem, comam devagar, olhe seu filho nos olhos. Sempre invista um tempo para acompanhar as tarefas, estude junto, converse com seu filho. Façam um esporte juntos, vão à praça. Use sua criatividade para propor uma atividade ao seu filho. Saiba que eles são o nosso reflexo e nos imitam, nas coisas boas e nas ruins.  

[1] TANI, Go. Abordagem desenvolvimentista: 20 anos depois. Revista da Educação Física/UEM, v. 19, n. 3, p. 313-331, 2008. Tradução. Disponível em: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/RevEducFis/article/view/5022/3684. Acesso em: 04 dez. 2023. 

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